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Polícia Civil apreende medicamentos de hospital em escola em Campos do Jordão; instituto nega irregularidade

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Polícia apreendeu medicamentos de hospital em escola
Polícia apreendeu medicamentos de hospital em escola

A Polícia Civil apreendeu nesta quarta-feira (28) medicamentos do hospital de Campos do Jordão em uma escola de enfermagem do município. A equipe investiga possível desvio dos materiais, mas a diretoria da unidade educacional nega que tenha ocorrido qualquer tipo de irregularidade (leia mais abaixo).

De acordo com a polícia, a investigação teve início após a Secretaria de Saúde dar falta em materiais do pronto-socorro e acioná-los. A suspeita é a de que os medicamentos teriam sido recolhidos por uma funcionária que atuaria em uma empresa terceirizada que presta serviço ao hospital e, que, também, atuava como professora na escola. 

Em vistoria no local, a Polícia Civil informou ter encontrados remédios, equipamentos cirúrgicos e roupas. Alguns dos medicamentos seriam psicotrópicos, de uso restrito interno do hospital. Segundo a equipe, os itens já localizados somam cerca de R$ 15 mil.

OUTRO LADO.

Em contato com a reportagem, Daniela Moreira, uma das responsáveis pelo Instituto Educacional de Campos do Jordão, alegou que não ocorreu nenhuma irregularidade, que os materiais estavam na unidade há mais de dois anos e que eram utilizados somente para exibições em aulas práticas.

"Não tem nada de desvio. Eram materiais que eram para ser jogados no lixo, eram todos materiais vencidos", disse. Segundo ela, haviam medicamentos com data de validade ultrapassada há quase 10 anos dentre os apreendidos na ação.

A Prefeitura de Campos do Jordão disse que não tem relação com a escola de enfermagem e que um levantamento no almoxarifado e estoque de remédios está sendo feito, para apurar se faltam outros instrumentais e remédios.

"Até onde foi possível apurar, trata-se de uma ação isolada de uma pessoa. A Prefeitura aguarda que a polícia termine as investigações para tomar as providências cabíveis", afirmou, em nota.

Unidade educacional apontou medicamentos vencidos e negou irregularidade --

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