Viver

Sabor da Serra

Por José Luiz de Souza |
| Tempo de leitura: 3 min
Risoto Mantiqueira
Risoto Mantiqueira

Com a nova flexibilização do Plano São Paulo, um dos restaurantes que reabrem com uma saborosa novidade é o Donna Pinha em Santo Antônio do Pinhal, na Serra da Mantiqueira. Trata-se do Risotto Mantiqueira com a agradável surpresa de que aém de saborear a especialidade criada pela chef Anouk Migotto, o cliente pode levar o prato decorativo como recordação. A iniciativa faz parte da Associação dos Pratos da Boa Lembrança, que reúne um seleto grupo de restaurantes do país. E, claro, o Donna Pinha –que celebra este ano 19 anos de história— não poderia ficar de fora. Cada restaurante associado possui seu próprio “Prato da Boa Lembrança”, uma peça de louça linda e exclusiva. “O objetivo é proporcionar uma deliciosa experiência gastronômica por meio de um prato criado com muito carinho e, no nosso caso, o verdadeiro sabor da Mantiqueira”, conta a chef. Quanto à nova delicia todos os ingredientes para o preparo desse risoto são oriundos da região: arroz preto Piagüí, mix de cogumelos, queijo e flores comestíveis.

Reaberto seguindo os protocolos de saúde, redução no número de clientes e todos os cuidados que o momento exige, o cardápio completo da casa pode ser encontrado no site www.donnapinha.com.br e os novos horários de funcionamento e outras novidades acompanhadas no Instagram @donna_pinha.

A Chef Anouk Migotto

Corpo e Alma

No próximo dia 24 de abril e até 20 de junho, o Museu de Arte Sacra de São Paulo exibe a exposição “Corpo e Alma”, do artista plástico João Trevisan, sob curadoria de Simon Watson. Composta de trabalhos com técnicas e suportes diferenciados, a exposição apresenta 28 obras criadas nos três últimos anos, com uma seleção de pinturas a óleo, esculturas em madeira talhada e ferro bruto e uma vídeo-performance, registrada em local próximo ao estúdio do artista em Brasília. “Trevisan cria pinturas e esculturas que são meditações de fisicalidade, buscando criar um espaço que ofereça uma profunda contemplação ao púbico”, define o curador. João Trevisan: Corpo e Alma, é a primeira mostra individual institucional do artista e a primeira exposição do projeto LUZ Contemporânea.

A exposição, instalada no sentido horário, começa com os primeiros trabalhos do período – pinturas tão pequenas como livros de orações – e finaliza com os mais recentes – pinturas com dimensões semelhantes a murais. Intercaladas às telas, estão as esculturas. Para João Trevisan, o processo de pintura se assemelha a uma meditação profunda e inclui percorrer, varrer a superfície de cada trabalho mais de 500 vezes até atingir brilho polido. A cor preta, intensa, exibida na série de pinturas “Intervalo”, lhes concede uma qualidade meditativa que parece aludir não só à noite, mas ao cosmos como um todo. As esculturas são construídas a partir de peças de ferro descartadas – parafusos, porcas, sucata etc. – e dormentes de madeira encontrados em pátios ferroviários. A qualidade bruta dessas esculturas parece remeter ao sec. XIX quando os trens de carga percorriam a rede ferroviária do Brasil. Em destaque estão grandes vigas de madeira conectadas por dobradiças de ferro; uma pilha organizada em forma de leque de grandes parafusos industriais; e uma pilha de placas de ferro - todas com uma sensual pátina de ferrugem avermelhada que ecoa as superfícies das pinturas próximas.

O endereço: Avenida Tiradentes, 676 – Luz, São Paulo (ao lado da estação Tiradentes do Metrô) e a mostra pode ser visitada de terça-feira a domingo, das 11 às 17h (entrada permitida até as 16hs).

João Trevisan e o vídeo performance Caminhar para Acender

Comentários

Comentários