cinema

É o sabor da vingança

Por Marcos Eduardo Carvalho@marcosovale78 |
| Tempo de leitura: 1 min

No filme Bela Vingança, a personagem Cassie (Carey Mulligan) é uma mulher com muitos traumas que frequenta bares todas as noites e finge estar bêbada. Quando homens mal-intencionados se aproximam, ela entra em ação e se vinga dos predadores que tiveram o azar de conhecê-la.

Para a psicóloga Michele Bocchi Cavalcanti, de Caçapava, uma pessoa vingativa geralmente evidencia características em que se considera a materialização da justiça. "Observo que as pessoas que desenvolvem esse perfil tiveram dificuldades em seguir após ter vivido uma situação em que se sentiram injustiçados e de alguma forma não puderam a distinguir que a situação de injustiça exprime mais da pessoa que causou o ato", afirmou.

Segundo a especialista, estas pessoas deixam de desenvolver sua própria vida, se tornando refém. "O sentimento de alívio idealizado após a vingança não se torna real, mas no lugar dele a culpa e remorso se instalam, ou em outras pessoas um maior desejo de continuar se vingando, o que a tornará retraído e insociável", disse.

Para a especialista, o acompanhamento terapêutico nesse caso visa identificar o sentimento que está motivando o desejo de vingança.

Para a também psicóloga Thaís Ribeiro, não é possível afirmar que todos nós estejamos sujeito à vingança, mas sim que somos pessoas vulneráveis. "Uma pessoa que é magoada demais e não tem recurso para lidar com esse sentimento, pode vir a desenvolver um sentimento chamado rancor. Uma vez que isso acontece, a pessoa pode ter um desejo de vingança, de querer que o outro experimente o que ela ocasionou", disse.

"Na clínica fenomenológico-existencial buscamos resgatar as memórias, para que assim seja possível ressignificar essas histórias", afirmou Thaís..

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