Brasil

'Atraso fatal e doloroso', afirmam senadores da CPI da Covid após pronunciamento de Bolsonaro

Por Agência O Globo |
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O senador Renan Calheiros
O senador Renan Calheiros

Logo após o pronunciamento em que o presidente Jair Bolsonaro destacou os números de vacinação no país e afirmou que todos os brasileiros poderão se vacinar até o final deste ano, os senadores de oposição e independentes que integram a CPI da Covid no Senado afirmaram que a mudança no discurso do presidente veio "com um atraso fatal e doloroso".

No comunicado, assinado por Omar Aziz, Renan Calheiros, Randolfe Rodrigues, Tasso Jereissati, Otto Alencar, Humberto Costa e Eduardo Braga, os senadores lembraram que, no início da pandemia, o presidente chegou a qualificar a doença de "gripezinha" e, em diversos momentos durante 2020, fez pouco caso da aquisição das vacinas.

Os senadores afirmaram que o governo deveria ter materializado sua postura por meio da aceitação das vacinas do Instituto Butantan e da Pfizer no meio de 2020, o que permitiria a chegada de 130 milhões de doses, suficientes para metade da população brasileira.

"Optou-se por desqualificar vacinas, sabotar a ciência, estimular aglomerações, conspirar contra o isolamento e prescrever medicamentos ineficazes para a Covid-19", diz a nota.

Segundo os senadores, a mudança de discurso do presidente é reação à consequência do trabalho da comissão no senado e dos protestos realizados contra o presidente no final de semana.

"Embora sinalize com recuo no negacionismo, esse reposicionamento vem tarde demais. A CPI volta a lamentar a perda de tantas vidas e dores que poderiam ter sido evitadas", afirmaram os senadores.

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