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Caboclo se defende sobre compra de avião da CBF 

Por Agência O Globo |
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Rogério Caboclo foi afastado da presidência da CBF
Rogério Caboclo foi afastado da presidência da CBF

Rogério Caboclo, desde que foi afastado da presidência da CBF, vem se pronunciando aos poucos. Na semana passada, ele acusou Marco Polo Del Nero de estar orquestrando a sua saída da confederação, e agora, resolveu dar sua versão sobre a compra de um avião pela entidade, pouco antes de ser afastado do cargo. Caboclo comprou um jato Legacy 500, que tem capacidade para 16 pessoas. A CBF, tenta agora, vender a aeronave pelo mesmo valor. 

De acordo com uma nota divulgada pelo presidente afastado da CBF, "o contrato foi aprovado e assinado pelos diretores jurídico da CBF, Luiz Felipe Santoro, e financeiro, Gilnei Botrel. Sem essas assinaturas o negócio jamais poderia ter sido fechado. Foi Gilnei Botrel que recomendou e realizou o pagamento imediato naquela data".

Caboclo contou que o avião foi comprado por US$ 14 milhões no dia 4 de junho, antes da denúncia de assédio sexual e moral contra ele ser apresentada na Comissão de Ética da CBF por uma funcionária. Ele também disse na nota que tentou vender o avião antigo da entidade, por US$ 6,15 milhões, no entanto, a transação não foi concluída em razão do seu afastamento e que assim, "não conseguiu formalizar os trâmites estatutários que autorizam a concretização da venda". Ele também defendeu a troca da aeronave, afirmando que substituiria um avião menor e com menor autonomia por um mais moderno.

ASSÉDIO

Caboclo é acusado de ter praticado assédio moral e sexual contra a funcionária, que era sua secretária. Ela acusou Caboclo de causar constrangimento, com perguntas de cunho sexual, como se ela tinha o hábito de se masturbar, e de tentar obrigá-la a comer um biscoito para cães, chamando-a de "cadela". Sob efeito de álcool, ele teria também a constrangido na frente de diretores da entidade, criando histórias de relacionamentos entre ela e outros funcionários da CBF.

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