Detentos começaram a produzir casinhas artesanais para cães abandonados na região. O projeto, que teve início em meados de junho, reúne ao menos cinco presos com experiência em marcenaria na Penitenciária 2 de Potim, que já distribuíram mais de 30 casinhas até agora.
De acordo com a SAP (Secretaria de Administração Penitenciária), os presos recebem remição de pena pelo trabalho e o material utilizado obedece ao caráter sustentável da iniciativa. A tinta utilizada na decoração das casinhas vem de doações da sociedade civil ou de ONGs e outras entidades, assim como os paletes de madeira, que não tinham mais utilidade aos doadores e seriam descartadas.
Atualmente, são cinco reeducandos do regime semiaberto envolvidos no projeto. Os presos desmontam os paletes e selecionam os pedaços de acordo com seu tamanho; são montadas casinhas para cães de pequeno, médio e grande porte. O toque final desse processo são as pinturas realizadas pelos internos. Em média, são feitas 15 casas artesanais por mês.
Edras, interno de 37 anos, usa seus dotes artísticos na pintura da madeira. "Fico imensamente feliz porque sei que essas casinhas serão o lar de cães recém adotados, que estavam em situação de abandono", afirmou. O preso conta que pretende aplicar os conhecimentos adquiridos com a iniciativa em sua vida profissional, uma vez que esteja em liberdade.
DOAÇÕES.
A doação das casinhas é organizada pela ONG Patas Pela Inclusão e pelo Conselho da CCVEC (Comunidade da Vara da Execução Criminal) de Taubaté. A ação acontece em feiras de adoção dos cães que estão abrigados no canil da Penitenciária 1 "Dr. Tarcizo Leonce Pinheiro Cintra", de Tremembé.
"Nós já doamos para algumas entidades, como o Abrigo Municipal de Pindamonhangaba, e para protetores da causa animal que atuam de forma efetiva", contou Márcia Toledo, que faz parte da ONG e é membro do CCVEC de Taubaté.