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Filme mostra interação entre poucos atores e muitos personagens reais

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A chinesa Chloe Zhao foi a primeira mulher em 37 anos a ganhar o prêmio de melhor diretora no Globo de Ouro. Em 2021, ela faturou o prêmio com o filme Nomadland. E também levou a estatueta como Melhor Filme de Drama, que é a categoria principal do prêmio. Além disso, foi a primeira mulher asiática a conquistar tal feito. Antes dela, Barbra Streisand havia faturado o título em 1984.

O longa-metragem é o terceiro trabalho da diretora chinesa, que já se destacou em ‘Os Eternos’. O trabalho foi adaptado do livro escrito por outra mulher: jornalista Jessica Bruder, autora de ‘Nomadland: Surviving America in the 21st Century (Terra dos nômades: sobrevivendo na América no Século 21).

A história se baseia em fatos reais, de pessoas que perderam casas e empregos no início da década nos Estados Unidos e passaram a viver como nômades. Inclusive, no filme, muitos personagens também reais contracenam com os atores, dando um ar ainda mais verdadeiro à trama.

Quero agradecer especialmente aos nômades por compartilharem suas histórias conosco”, disse Zhao durante a premiação. “Compaixão é a quebra de todas as barreiras entre nós — uma ligação de coração para coração. Sua dor é minha dor; é misturado e compartilhado entre nós. É por isso que me apaixonei por fazer filmes e contar histórias”.

Fã dos filmes da Marvel, Zhao também se inspirou em ‘Os Vingadores’, do início da década, para produzir o longa. “Eu ia colocar algo que mostrasse a época em que estávamos, que foi no final de 2011 e início de 2012, e Os Vingadores foi o maior filme daquela época. Foi lá também que começou minha fascinação pelo MCU e também mostra o quão deslocada Fern está da vida com a qual estamos familiarizados”, afirmou.

Filme mostra interação entre poucos atores e muitos personagens reais

AÇÃO. A atris Frances McDormand escolheu Fern como nome da personagem que interpreta em 'Nomadland' justamente por ser parecido com o seu próprio nome. Assim, segunda ela, seria possível ter uma proximidade ainda maior com os personagens reais que contracenaram com ela no longa metragem produzido pela chineza Chloe Zhao, vencedora do Globo de Ouro de melhor diretora e melhor filme de drama. Segundo Francis, saber interagir com as pessoas que perderam tudo foi um dos maiores aprendizados dentro da trama. "A maior coisa que aprendi foi deixar a boca fechada e ouvir. E isso venho praticando há muito tempo. O filme foi sobre escutar a história deles e não tentar contar a minha", disse em entrevista, destacando a solidariedade entre essas pessoas nômades que passaram a viver nas estradas e em grupos, com um sempre tentando ajudar o outro..

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