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Especialistas apontam que pais precisam servir como referência aos filhos no período de pandemia

Por Marcos Eduardo Carvalho@marcosovale78 |
| Tempo de leitura: 3 min
Quarentena. Momento é de usar a criatividade com as crianças
Quarentena. Momento é de usar a criatividade com as crianças

Desde que a pandemia do novo coronavírus chegou ao Brasil, o distanciamento social necessário para minimizar o contágio da doença já passa de um mês e, ao menos até o dia 10 de maio, vai permanecer. Sair de casa, somente para atividades essenciais. Nada de passeios e nem de visitar parentes durante este período.

Para os adultos, já é difícil aceitar a situação. Para as crianças, o desafio de convencimento pode ser ainda maior. Mas, como os pais devem lidar com os seus pequenos sobre esse momento difícil pelo qual o mundo está passando? Para especialistas ouvidos por OVALE, é importante saber conversar neste momento.

"As crianças têm os pais como referência, sendo assim, os pais devem estar seguros quando forem conversar com as crianças e explicar na linguagem adequada de cada uma delas, além de responder apenas o que elas perguntarem, sem muitos detalhes", explica a psicóloga Michele Bocchi Cavalcanti, de Caçapava, especialista em atendimento de crianças, adolescentes adultos e famílias.

Para a psicóloga educacional Laira Batisteti da Costa, da escola Monteiro Lobato, de São José dos Campos, a maneira de conversar com os filhos deve ser adequada à faixa etária, tanto em conteúdo, quanto forma.

"Uma boa estratégia é perguntar para a criança o que ela acha que está acontecendo, porque devemos fazer o distanciamento social. A partir do que ela já souber sobre o assunto, acrescentamos as informações que faltam. Sempre lembrando, que este conhecimento têm que ser de fontes confiáveis e oficiais, como a OMS (Organização Mundial da Saúde) e Ministério da Saúde, evitando assim, boatos que circulam nas redes sociais", explica a especialista.

ATIVIDADES.

Tentar manter um mínimo de rotina para as crianças neste período é essencial, segundo Michele Bocchi. "Um horário fixo pra acordar, tirar o pijama mesmo sabendo que não sairá de casa e fazer atividades escolares se possível no mesmo horário que ia para a escola, além de horários fixos para as refeições", disse.

Laira Batisteti ressalta que muitas famílias têm utilizado a tecnologia para diminuir o distanciamento social, promovendo vídeo chamada com os familiares e amigos, mas isso "nem sempre prende a atenção da criança ou dá para ela a sensação de bem estar que gostaria".

"Novamente sugiro que busque nela, na criança, a solução deste problema. Após terem conversado sobre a pandemia, sugira fazer uma lista atividade para minimizar a saudade e depois analisem junto o que é possível fazer ou não", disse.

"Daí podem surgir ideias bem bacanas como promover um show de talentos online, inventar um jogo na sacada, fazer uma receita especial e compartilhar com quem se ama".

Mudanças de comportamento são naturais, dizem especialistas

O período de distanciamento social pode trazer diversos efeitos às crianças. Para os especialistas, pode ser até positivo. "Acredito que pode haver apenas efeitos positivos, um tempo maior com os familiares. Brincadeiras com as crianças são sempre saudáveis", afirma a psicóloga Michele Bocchi Cavalcanti. Para a psicóloga educacional Laira Batisteti da Costa, todos nós reagimos de maneiras diferentes ao estresse. "Isso não pode ser visto como algo ruim e sim, natural para o momento", disse.

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