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Inspirada na NBA, Federação Paulista aposta em 'bolha' para retomar o estadual

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 No ano passado, no auge da pandemia da Covid-19 nos Estados Unidos, a NBA (liga profissional de basquete norte-americana) criou uma ‘bolha’, onde os times ficavam todos concentrados em um único lugar e realizando os jogos da temporada, sem público e sem contato com as pessoas de fora. As testagens eram feitas constantemente.

Agora, a FPF (Federação Paulista de Futebol), que insiste na continuidade do Campeonato Paulista, se inspira no exemplo norte-americano para convencer o MP (Ministério Público) e, depois, o governo de São Paulo, de que a bola precisa voltar a rolar. A bolha, no entanto, não seria tão restrita quanto nos Estados Unidos.

Por causa da fase emergencial do Plano SP, os jogos de futebol ficaram proibidos entre os dias 15 e 30 de março. Porém, como a situação da pandemia não melhorou, as medidas foram ampliadas até o dia 11 de abril.

Dizendo que não abre mão de encerrar o Paulistão dentro da data prevista, no dia 23 de maio, o presidente da entidade, Reinaldo Carneiro Bastos, já levou dois jogos para fora do estado e agora quer a bolha para que o campeonato siga.

Nos bastidores, a Federação já pensa até mesmo em realizar apenas os jogos que envolvem os times grandes, envolvidos em outras competições como Libertadores e Copa do Brasil e, consequentemente, com um calendário mais apertado.

Após uma reunião com os 16 clubes da elite na última segunda-feira, a FPF prometeu que vai ampliar as testagens dos atletas, comissão técnica e funcionários, inclusive nas concentrações e nos CTs (Centros de Treinamento).

MAIS TESTES.

Pelo novo protocolo criado, os testes de Covid-19 seriam feitos a cada três dias e quem se deslocar do trabalho para casa, deve ser testado diariamente. A ideia é manter um controle maior, isolando que eventualmente estiver contaminado e minimizando o risco de contaminação dos demais.

“O modelo prevê a organização de ambientes controlados, em que os clubes ficarão isolados em centros de treinamento ou hotéis, se deslocando apenas para os jogos. O documento cita ainda maior frequência de testagens, redução de efetivo de pessoas nos jogos, entre outras medidas de controle. O conceito será levado ao Ministério Público Estadual, em reunião a ser realizada nesta noite, e ao Governo do Estado de São Paulo”, disse a FPF, em nota, na semana passada.

E, se mesmo assim a Federação Paulista não conseguir convencer os órgãos públicos, já existe um ‘plano B’ de levar essa bolha para outro estado, como o Rio de Janeiro, que vem recebendo partidas nas cidades de Volta Redonda e Saquarema, onde inclusive o Corinthians jogou pelo próprio Paulistão, contra o Mirassol, e pela Copa do Brasil, contra o Retrô-PE.

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