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livin' LA VIDA LOCA

Por Da Redação@jornalovale |
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"Viva: a vida é uma festa" chega aos cinemas em meio a uma polêmica no mercado cinematográfico do país: a Disney passou a exigir que cinemas repassem 52% do faturamento do filme, em vez dos tradicionais 50%.

"O mercado foi pego de surpresa com esse aumento", afirmou Paulo Lui, presidente do Sindicato das Empresas Exibidoras Cinematográficas de São Paulo, a "Folha de S.Paulo".

Esses 2% significam muito dinheiro no mercado, uma vez que há um custo fixo - aluguel, manutenção de equipamentos e funcionários - que independe se a projeção é feita para dez ou 100 pessoas.

Na região, apenas o Moviecom, em Taubaté, não incluiu o filme na sua programação (veja na página 20).

"Aqui no Brasil somos mais frágeis nas negociações. Para um exibidor menor, isso pode representar a sua sobrevivência", continuou Lui ainda na entrevista.

Nos Estados Unidos, para "Star Wars", a empresa exigiu um repasse de 65% (10% a mais do que usualmente é exigido no mercado) e impôs que o longa fosse exibido nas maiores salas dos complexos cinematográficos por quatro semanas consecutivas.

A Disney não se manifestou sobre a polêmica à imprensa. Fato é que o mercado nacional está ainda mais preocupado depois do anúncio da empresa ter comprado parte dos ativos da Fox, outra grande empresa do setor cinematográfico.

PRODUÇÃO.

Bom, por outro lado, "Viva: a vida é uma festa" tem tudo para ser um grande sucesso neste verão. Ambientado no México, a animação conta a história de Miguel, um garoto de 12 anos, que contra a vontade de sua família que não gosta de música, sonha em ser como seu ídolo, Ernesto de la Cruz.

E, em meio a luta para provar a todos o seu talento, o menino vai parar no Mundo dos Mortos, onde encontra Hector e, juntos partem em uma jornada com o intuito de descobrir a verdade por trás da história dos antepassados de menino.

"Foi importante para nós irmos até o México e conhecermos uma culturas diferente e suas tradições. Trouxemos tudo isso para o cinema", afirmou o diretor Lee Unkrich em vídeo promocional. "E tudo o que vimos inspirou não só a produção como a história em si, com a importância da família".

Para Gael García Bernal, que deu voz a Hector, além de mostrar a relevância de saber sua ascendência familiar, o longa é ainda uma aula de autoestima às crianças.

"É interessante que o filme seja lançado em um momento em que os EUA estabeleceram uma retórica que se baseia em apontar o dedo para um grupo de pessoas de um determinado lugar e dizer que seus pais e avós são estupradores, traficantes ou criminosos. Estas crianças estão crescendo com esse discurso, então este filme é dedicado a elas. Eles vão dizer 'nós sabemos que tudo isso é mentira, e aqui está a verdade", afirmou ele ao "Yahoo!".

Há ainda muita música e cenas "para lá" de coloridas. Vale o ingresso do cinema..

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