Aos poucos, a ideia da criação da Liga de Clubes, que substituiria o Campeonato Brasileiro, organizado pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol), vai ganhando forma.
Com o propósito de que os próprios clubes organizem o campeonato, como já acontece em muitos países da Europa, agora até valores financeiros já começam a ser divulgados e chamam a atenção principalmente das agremiações que vivem grave crise financeira e veem a possibilidade de tentar respirar.
O grupo comandado pelo advogado Flávio Zveiter, um dos idealizadores da liga, promete um aporte inicial de R$ 3 bilhões para como receita para os clubes. O grupo de consultoria internacional KPMG, com o advogado Pedro Trengrouse, também promete chegar a esse valor inicial.
Mas, não é só isso. Além da vantagem financeira e de não ter mais vínculos diretos com a CBF, a nova liga quer um calendário mais bem elaborado, com os jogos do Campeonato Brasileiro, por exemplo, aos domingos, com os jogos da Série B aos sábados. Competições como Copa do Brasil teriam jogos no meio de semana, como já vêm acontecendo.
Assim, os estaduais seriam disputados com times sub-23. Esse fato, porém, vem fazendo as federações estaduais resistirem à ideia da liga. Nos bastidores. A pressão é grande para que a Liga de Clubes não seja aprovada.
“Acreditamos em um campeonato forte no cenário internacional, algo ‘top 3’ das principais ligas do mundo”, disse Zveiter ao canal ESPN.
ORGANIZAÇÃO.
A ideia é que as séries A e B do Brasileirão fiquem com a nova liga, enquanto a CBF seguiria gerenciando as séries C e D, além da Seleção Brasileira.
As cotas de televisão também seriam geridas pelo novo grupo. O presidente do São Paulo, Julio Cazares, um dos poucos a se manifestar publicamente, defendeu o projeto.
“Há muito tempo eu não via um trabalho com tanta união, discrição”, disse.