Bruno Mars dominou a festa do Grammy. Ele venceu em todas as categorias nas quais estava indicado, saindo da cerimônia com seis gramofones, incluindo o de Melhor Álbum para "24K Magic" e Melhor Canção por "That's What I Like", também Gravação, Performance R&B, Música R&B e Álbum R&B.
Mars lembrou em seu discurso da primeira vez que subiu num palco. "Me recordo como se fosse hoje. Pessoas que não se conheciam dançando uns com os outros", disse. "Tudo o que eu queria fazer com esse álbum era isso", completou.
"24K Magic", aliás, deixou para trás canções favoritas, como "4:44", de Jay-Z, que apesar das oito indicações que recebeu, voltou para casa de mãos vazias; e "Damn", de Kendrick Lamar, que recebeu cinco prêmios, incluindo Melhor Álbum de Rap e Melhor Canção de Rap, por "Humble".
O hit "Despacito", de Luis Fonsi, febre mundial em 2017, chegou a receber três indicações, mas não venceu em nenhuma das categorias.
A premiação ocorreu no domingo (28), no Madison Square Garden, de Nova York (EUA).
Time's Up.
A 60ª edição do Grammy também contou com a presença do movimento #Time's Up, com direito ao show de Kesha, cantora que luta há anos nos tribunais contra seu ex-produtor, Dr.Luke, a quem acusa de estupro.
"Acabou a desigualdade de salário, a discriminação, o assédio sob todas as suas formas e os abusos de poder", disse Janelle Monae ao chamar Kesha ao palco. "Temos o poder de desfazer a cultura que nos servem bem", cravou.
Uma rosa branca tornou-se o símbolo da igualdade de gênero na premiação e solidariedade ao movimento contra o assédio sexual. Lagy Gaga, Kelly Clarkson Pink, Camila Cabello, Cindy Lauper, Rihanna, Miley Cyrus, Sam Smith e Nick Jonas foram alguns dos que aderiram..