A proposta feita pela Boeing de realizar uma fusão com a Embraer prevê que a companhia norte-americana controle até 90% da terceira empresa que seria criada na negociação.
A informação foi publicada no Valor Econômico, veículo especializado em economia, que divulgou a notícia nesta terça-feira. A proposta teria agradado o governo brasileiro por não envolver o setor militar da Embraer, o que a União insiste em manter sob controle nacional.
A ideia é que o plano seja apresentado aos acionistas da empresa com sede em São José dos Campos ainda neste primeiro semestre. A nova empresa formada com a fusão entre as duas gigantes do setor receberia toda a área de aviação comercial, tanto dos jatos regionais quanto os veículos executivos.
A Boeing controlaria de 80% a 90% desses negócios.
NEGÓCIOS.
Caso o negócio seja sacramentado, a Boeing pagará à Embraer o equivalente a até 90% de seu capital em dinheiro. De acordo com as informações apresentadas pela Valor, os americanos deixaram claro que ter o controle da nova empresa seria imprescindível.
As ações da Embaer iniciaram o dia em baixa, caindo para R$ 20,20. Ao longo desta terça, no entanto, o valor foi subindo cada vez mais, e o pré-fechamento indicava uma alta de 5,16%, a R$ 22.
Na última sexta-feira, a Embraer negou, por meio de nota, que o negócio já estivesse fechado, mas afirmou que as tratativas caminhavam.
O acordo criaria um criando um bloco entre EUA e Brasil para competir no mercado global de aviação.
A fusão seria uma forma de a Boeing, líder na fabricação de aviões comerciais ao lado do consórcio europeu Airbus, fazer frente à investida da concorrente no mercado de aviação regional..