Após oito meses do atropelamento que chocou a cidade, familiares e amigos das vítimas realizaram um protesto durante a noite desta segunda-feira (7), na rodovia Geraldo Scavone, onde Mateus Sousa atropelou e matou quatro pessoas no dia 7 de setembro. Ele permanece foragido.
O protesto interditou a avenida durante uma hora e contou com a presença de cerca de 130 pessoas, que cobram a prisão de Mateus.
Cerca de 300 cartazes com o rosto do foragido também foram espalhados pela cidade com a palavra "Procurado".
"Esse caso não vai cair no esquecimento, nós não vamos deixar isso impune. Agradeço a colaboração de todos os meus amigos presentes, que estão comigo desde o começo dessa luta. A justiça vai acontecer", afirmou Sônia Helena Vieira, mãe de uma das vítimas, durante o protesto.
Na última sexta-feira, o advogado de Mateus, Evair Souza, afirmou, com exclusividade a OVALE, que a família teme por sua vida, já que sofre ameaças diárias. "Ele, segundo a família, está disposto a enfrentar o processo, mas todos temem por sua vida, pois segundo a família, as ameaças são quase que diárias, inclusive com "desfile" de motociclistas em frente sua casa. Saindo resultado do habeas corpus, caso eu continue no caso, veremos o que a família pretende fazer", afirmou.
O CASO.
Quatro jovens morreram atropelados na rodovia Geraldo Scavone no dia sete de setembro de 2017. O acidente aconteceu após três pedestres tentarem socorrer um motoboy que caiu do veículo depois de colidir com um carro. Enquanto os jovens prestavam socorro, uma caminhonete em alta velocidade atropelou todos, deixando o motociclista e dois dos homens mortos no local. O quarto pedestre foi levado ao hospital da Vila Industrial mas não resistiu aos ferimentos e morreu. O motorista Mateus Sousa, de 19 anos, fugiu sem prestar socorro.