Política

'Blindagem' de Ortiz é ampliada com nova CPI na Câmara de Taubaté

Por Julio Codazzi@juliocodazzi |
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Falta pouco. Aumento do auxílio-alimentação vale a partir de maio
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A abertura de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para avaliar os problemas causados pelas enchentes em Taubaté serviu para ampliar a blindagem ao prefeito Ortiz Junior (PSDB) na Câmara.

Desde em 2015, após mudança proposta na época por aliados do tucano, apenas três CPIs podem funcionar ao mesmo tempo.

A CPI das Enchentes será a terceira em funcionamento - as outras são a da Unitau (Universidade de Taubaté) e a do Transporte. Com isso, nenhuma nova comissão poderá ser aberta até que uma dessas seja encerrada.

Essas três CPIs são comandadas pela base aliada de Ortiz. A das Enchentes tem prazo de 90 dias e a do Transporte até o fim desse ano, mas podem ser prorrogadas até o fim da legislatura. A da Unitau já tem como prazo final dezembro de 2020.

A divisão da Câmara hoje está bem definida: 11 vereadores fazem parte da tropa de choque de Ortiz; os outros oito parlamentares têm adotado postura mais independente em relação ao governo tucano.

Embora seja minoria, a bancada independente teria o poder de criar CPIs, já que para isso são necessárias apenas sete assinaturas.

Na manhã de segunda-feira, em um programa de rádio às 7h, o vereador Bilili de Angelis (PSDB), que faz parte desse grupo, anunciou que iria propor três CPIs para investigar ações da prefeitura. Assinado pelos 11 vereadores da tropa de choque do prefeito, o requerimento da CPI das Enchentes foi protocolado no mesmo dia, às 11h25.

"Essa minha provocação foi o que gerou essa terceira CPI", afirmou Bilili. Autor do pedido da CPI das Enchentes, Bobi (PV) negou a manobra. "São ilações e especulações de pessoas que só tentam olhar o lado ruim das coisas"..

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