Com seis indicações ao Oscar, "Trama Fantasma" chega aos cinemas da região nesta quinta-feira (22). Na trama, ambientada na Londres dos anos 1950, um resgate do glamour e da alta costura.
Daniel Day-Lewis dá vida à Reynolds Woodcock, um famoso estilista cuja inspiração está nas mulheres que entram e saem constantemente de sua vida.
No entanto, acostumado a vestir a realeza, estrelas de cinema, socialites e damas, Woodcock perde o rumo ao se envolver com Alma (Vicky Krieps), jovem forte que logo se torna um acessório necessário para sua vida e carreira, como musa e amante.
O longa será ainda a última oportunidade de ver Day-Lewis no cinema. Sem explicar o motivo de sua aposentadoria, o ator britânico de 60 anos, disse a repórteres em Atenas, antes da exibição do longa, que sente que agora "é hora de explorar o mundo de uma maneira diferente".
Day-Lewis, aliás, coleciona prêmios. Sua carreira lhe rendeu três Oscar por "Meu Pé Esquerdo" (1989), "Sangue Negro" (2007) e "Lincoln" (2013). E pode ganhar mais um, com "Trama Fantasma", em que foi indicado também ao prêmio de Melhor Ator.
Alta costura.
Como não podia deixar de ser, os figurinos dão um show a parte no longa e prometem encantar a todos. Foram criadas mais de 50 peças originais, a maioria do trabalho foi feita à mão.
Para cada vestido, aliás, foram usados de 4 a 6 metros de tecido. E mais: a produção obteve uma autêntica renda da região de Flandres (Bélgica), do século 16, local onde possivelmente se originou as rendas produzidas em bilros, hoje considerada uma relíquia. Ela foi usada no vestido rosa apelidado de "Warlace Dress".
"As roupas do filme têm um caimento perfeito, com tecidos luxusos e sempre contam uma história junto ao personagem", afirmou Mark Bridges, designer de figurino, em vídeo promocional. "Foi um sonho para mim criar essas roupas do nada", continuou.
Segundo ele, ao longo da criação do figurino, sempre se imaginava o que Woodcock pensaria sobre determinada peça. Cores escuras, ricas, muita renda e texturas opostas fazem parte do estilo que norteou toda a produção.
"A sutileza é o desafio. O figurino não deve ofuscar a cena, mas funcionar dentro dela", explicou Bridges.
AMBIENTAÇÃO.
Nesse resgate ao glamour de outrora, tornou-se importante criar um cenário que remetesse as antigas oficinas de trabalho (ateliês). Assim, estilosos casarões de moda também estão em foco.
"Foi importante para nós criarmos um mundo que fosse crível para Reynolds, personagem de Day-Lewis", disse Mark Tildesley, designer de produção. "A Casa Woodcock, era para ele, um lugar de trabalho. Também era um lugar onde vinham vários clientes e o estilista os faziam se sentirem gloriosos, maravilhosos".
Havia ainda a casa de campo, lugar em o estilista-personagem guardava seus objetos pessoais. "Foi um trabalho coletivo de criação. Cada objeto a volta dele, com o qual convivia, poderia ser algo que esse personagem escolheu, desenhou ou fez. O seu mundo precisava estar refletido no seu design", completou Veronique Melery, decoradora de set.
O longa, dirigido por Paul Thomas Anderson, conta ainda com Lesley Manville, Camilla Rutherford e Vicky Krieps no elenco..