Paula Regina Martins Sant'anna foi condenada a 18 anos e 8 meses de prisão pelo assassinato de seu marido Wesley Augusto Sant'anna, conhecido como "Lelo", em 6 de outubro de 2018. O julgamento popular de Paula, que havia começado na última segunda-feira (27/09/2021), terminou na madrugada desta quarta-feira (29) no Fórum de São Sebastião.
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Robson de Souza, conhecido como "Kero-kero", amigo da família, cúmplice do assassinato e amante de Paula Regina na época do crime, será julgado em outra data, após ter um atestado médico expedido por sua advogada.
O julgamento.
Levado à júri popular na última segunda-feira (27), o caso que tinha previsão média de duração de 10 horas, acabou somente no início desta quarta-feira (29). Durante a sessão, o Fórum de São Sebastião permaneceu bloqueado e a presença do público não foi permitida.
Pessoas indignadas com o crime estavam na porta do órgão com camisas personalizadas e placas que pediam "justiça". "Kero-kero" chegou de furgão do CDP (Centro de Detenção Provisória) de Caraguatatuba - onde está preso - e Paula Regina veio da Cadeia de Tremembé (SP) pouco tempo depois.
No primeiro dia, três testemunhas foram ouvidas. A sessão foi interrompida às 23h e reiniciada na terça-feira (28) com as oitivas da acusada e apresentações da acusação e da defesa.
De acordo com testemunhas do julgamento, Paula Regina dizia-se inocente e atribuia toda a culpa em Kero-kero, aquele que ela confirma ter tido um relacionamento extraconjugal.
O crime.
No dia 6 de outubro de 2018, um crime ocorrido no Litoral Norte de São Paulo, mais especificamente em São Sebastião, chamou atenção em todo o Brasil. "Lelo", como era conhecido o ex-policial militar Wesley Augusto Sant'anna, foi morto brutalmente com diversos golpes na cabeça por um objeto perfurante enquanto dormia em sua casa, no bairro Varadouro.
De acordo com Paula Regina, na época barachel em Direito, seu marido estava dormindo da parte inferior da casa (no térreo), ela ouviu barulhos altos vindo da área e, chamando por Lelo, não obteve resposta. Assustada, Paula pediu ajuda para seus vizinhos.
Com a chegada dos vizinhos no local, o arquiteto foi encontrado extremamente ferido no sofá, havia muito sangue espalhado pelo local. De forma imediata, as pessoas acionaram o Samu e a Polícia Militar. Lelo chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos agravamentos dos machucados e morreu à caminho do Hospital das Clínicas de São Sebá.
Com a porta lateral forçada, as suspeitas iniciais foram de latrocínio - roubo seguido de morte. O IC (Instituto de Criminalística) investigou o caso e Robson de Souza, ex-funcionário público e amigo da família, foi apontado como o autor do crime. Ele foi preso no dia 6 de novembro do mesmo ano.
Posteriormente, no dia 20 de dezembro, Paula Regina, viúva de Lelo, também foi indicada como mandante do crime. O motivo deu-se como passional pelo motivo que a perícia confirmou um relacionamento entre Paula e Kero-kero por meio da apreensão do celular de ambos, onde eles trocavam mensagens de carinho e fotos "eróticas".
Além disso, Paula Regina mandou mensagens estranhas para seu amante, o que a Polícia entendeu como tendo relação com o crime. Confira:
"Eu sei que 'vc' está desesperado, eu entendo 'vc';morro de dor no coração, mas preciso que me entenda também; olha só, não se preocupe, eu quero ficar com você, pra isso, vai ter que acontecer".
Na noite do crime, o assassino tentou ligar para a esposa de Lelo cerca de 10 vezes. Paula mandou uma de suas filhas para a casa de sua mãe, enquanto ficou com outra para produzir um álibi. Kero-kero seguiu Lelo até sua casa de noite, quando o homem saiu de um barzinho e, mais tarde, o matou.