O vereador de Taubaté Adriano Coletor Tigrão (Cidadania) foi acusado de ameaçar um médico em atendimento, na tarde desta quarta-feira (3), na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Central, em Taubaté. O médico alega que o vereador queria o forçar a fazer um teste de Covid-19 em um paciente.
Segundo o médico, o vereador se dirigiu até seu consultório no UPA “totalmente alterado” e exigiu que o doutor realizasse o exame para detecção da Covid-19 em uma paciente assintomática.
Clique e faça parte do nosso grupo no WhatsApp ? https://bit.ly/ovale-agora-15 & receba matérias exclusivas. Fique bem informado! ????
“Ele exigia que fizesse o teste fora do protocolo e eu tenho que seguir o protocolo do Ministério da Saúde”, disse o médico.
Ainda segundo o médico, após a recusa, o vereador teria “partido para cima dele” desferindo xingamentos e ameaças como “eu sou da Água quente”, “você não sabe com quem está falando”, “você vai ver só”, “eu não sou o Pirulito” – em referência a outro desentendimento ocorrido entre o médico e o vereador Moisés Pirulito (PL), em outubro.
Um guarda civil municipal que estava no local teve que conter o desentendimento.
O médico acionou a Polícia Militar para registrar um Boletim de Ocorrência por ameaça física e desacato ao funcionário público.
RESPOSTA
Em nota enviada a OVALE, o vereador Adriano Coletor Tigrão se defendeu, alegando que foi até a UPA para orientar um paciente e que o médico o ameaçou.
“Em nenhum momento, fui lá para arrumar confusão. Fui ajudar e orientar uma munícipe que não estava conseguindo realizar o teste de Covid. Do nada, um médico, sabendo que eu estava lá, já veio todo nervoso e arrogante, me agredindo com palavras e me ameaçando, sendo que nem fui lá para falar com ele.
Fiquei muito triste com ato do médico, desorientado. Espero que as devidas medidas sejam tomadas. Não tenho medo de tentar mudar algo nesse país para população”, disse o vereador.