De 376 multas aplicadas em setembro durante a Operação Direção Segura Integrada, ação de fiscalização da Lei Seca, 296 foram por recusa ao teste do etilômetro, o que corresponde a 78,7% do total das infrações.
As blitze integram equipes do Detran e das polícias Militar, Civil e Técnico-Científica.
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No total, foram aplicados 8.237 testes em 23 municípios paulistas por meio das ações, que visam a prevenção e redução de acidentes e mortes no trânsito causados pelo consumo de álcool combinado com direção.
Os 296 motoristas autuados por recusa ao teste do bafômetro foram multados, cada um, no valor de R$ 2.934 e estão respondendo a processo de suspensão da carteira de habilitação. No caso de reincidência no período de 12 meses, a multa foi aplicada em dobro e mais a cassação da CNH.
O mesmo ocorreu com os 66 condutores (17,5% do total das multas aplicadas) que apresentaram até 0,33 % miligramas de álcool por litro de ar expelido e estão respondendo a processo administrativo.
Tanto dirigir sob a influência de álcool quanto recusar-se a soprar o bafômetro são consideradas infrações gravíssimas, de acordo com o Código de Trânsito Brasileiro.
EMBRIAGUEZ
Já os 14 condutores autuados (3,7% do total das infrações) por embriaguez ao volante que apresentaram mais de 0,34% miligramas de álcool por litro de ar expelido estão respondendo na Justiça por crime de trânsito.
Se condenados, poderão cumprir de seis meses a três anos de prisão, conforme prevê a Lei Seca, também conhecida como “tolerância zero”.
No total, foram realizadas 26 fiscalizações durante as noites de sexta, sábado e madrugadas de domingo em 23 cidades, entre elas São José dos Campos e Ilhabela.
Segundo levantamento do Infosiga (Sistema de Informações Gerenciais de Acidentes de Trânsito do Estado de São Paulo), dos 892 óbitos de motoristas registrados no estado entre janeiro de 2019 e julho de 2021 com suspeita de embriaguez ao volante, 378 mortes (42,3%) aconteceram aos finais de semana no período noturno. Jovens entre 18 e 24 anos representam 18% das vítimas fatais.
“O retorno da operação no Estado de São Paulo é fundamental para reduzirmos os acidentes e mortes no trânsito, conscientizando também a sociedade sobre os perigos da combinação entre álcool e direção”, disse Neto Mascellani, diretor-presidente do Detran.