Após a confirmação de um novo ataque de tubarão ocorrido em Ubatuba, o Instituto Argonauta elaborou uma cartilha de orientações que as pessoas devem ter ao frequentar o mar. O instituto também pede o registro correto dos casos pelas equipes de socorro. Ubatuba registrou dois casos de ataque de tubarão no mês de novembro.
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O primeiro ataque ocorreu no dia 3 de novembro, com um turista francês na Praia do Lamberto e o segundo ocorreu no dia 14, com uma idosa de 79 anos na Praia Grande. Os pesquisadores alegam que em ambos casos os animais confundiram as vítimas com alimentos, “uma vez que o animal não removeu /engoliu tecidos”.
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Os ataques foram confirmados através de imagens dos ferimentos enviadas ao Prof. Otto Bismarck Gadig, especialista no assunto. A suspeita é de que as vítimas tenham sido mordidas por um tubarão-tigre ou tubarão cabeça-chata – ambos encontrados no litoral paulista.
O Argonauta afirma que os ataques de tubarão são extremamente raros, sendo que uma pessoa nadando no oceano possui uma chance, em 11,5 milhões, de ser atacada por um tubarão. O instituto ainda alega que é ‘mais fácil’ uma pessoa ser picada por uma cobra, do que ser mordida por Tubarão, dado ao alto número de Jararacas que existe em Ubatuba.
Porém, o instituto ressalta que a região está registrando número maior de baleias nesta época do ano, provavelmente em busca de alimentos, o mesmo pode estar acontecendo com os tubarões. Especialistas também afirmam que e as mudanças climáticas podem ter relação com o maior aparecimento de tubarões na costa brasileira.
Veja a cartilha de cuidados ao entrar no mar:
- Ficar sempre em grupo. Os tubarões normalmente atacam banhistas solitários;
- Não se afastar demasiadamente da praia, onde estará isolado e longe de assistência;
- Não avançar para águas muito profundas, não ultrapassando, de preferência, o ponto onde alcança pé;
- Evitar nadar de manhã cedo e ao final da tarde, quando os tubarões são mais ativos;
- Não entrar na água, se estiver sangrando de um ferimento;
- Não usar jóias brilhantes ao entrar na água;
- Não bater constantemente na água e evitar banhar-se com pequenos animais;
- Não nade em meio a cardumes de peixes ou onde as pessoas estão pescando;
- Evite nadar quando a água estiver muito turva;
O instituto ainda pede aos agentes púbicos que atuam no resgate, emergência e atendimento hospitalar das vítimas, que registrem através de fotos e vídeos, o local das lesões, bem como os dados para contato com as vítimas, de forma a poder facilitar o trabalho dos pesquisadores.