Brasil do Futuro

Secretários destacam vocação inovadora da RMVale em webinário de OVALE

Por Xandu Alves |
| Tempo de leitura: 3 min
São José dos Campos
São José dos Campos

Inovar é preciso.

Os secretários de Desenvolvimento Econômico de São José dos Campos e Jacareí, Alberto Mano Marques e Carlos Amagai, e o diretor de Turismo de Taubaté, Ricardo Vilhena, com a participação de David Morrell, sócio da consultoria PwC Brasil, foram os entrevistados da quinta-feira (30) do webinário ‘Vale do Silício Brasileiro’, terceira edição do projeto ‘O Brasil do futuro’.

O projeto é uma realização de OVALE com apoio do Parque Tecnológico São José dos Campos e do Instituto Alpha Lumen.

A conversa começou sobre o potencial do Vale do Paraíba de se tornar o ‘Vale do Silício Brasileiro’, tema do Documento OVALE especial da última semana.

“Não gosto de comparar com o Vale do Silício, mas somos muito criativos e diversificados. Gosto muito de valorizar o que a gente faz aqui na região. O Vale do Silício tem outras características, mas no ponto de vista de inovação, aqui é espetacular”, disse Mano.

Ele afirmou ainda que os projetos do Parque Tecnológico São José dos Campos vão além de acordos regionais e hoje já atingem até setores de fora do país. Mano também destacou que está em curso o programa de internacionalização do parque.

“Colocamos como meta a internacionalização do Parque, queremos ser reconhecidos lá fora e fazer um bom papel. Somos muitos reconhecidos nacionalmente e somos o principal núcleo de inovação do país, sem dúvida. O Parque está crescendo alucinadamente.”

Após criar o Centro de Inovação e Empreendedorismo, a cidade de Jacareí mira voos maiores, como um APL (Arranjo Produtivo Local) do setor automobilístico, este projeto em parceria com o Parque Tecnológico São José dos Campos.

Para Carlos Amagai, a região se destaca no segmento de tecnologia e inovação.

“Não tenha dúvida de que o Vale já está dando passos largos para atingir a questão da liderança. É uma região tecnológica e as grandes indústrias estão instaladas aqui na nossa região e temos o grande Parque Tecnológico, que já extrapolou as fronteiras. Desde 2017 já estamos conversando em acordos de comparação”, disse ele.

Para Ricardo Vilhena, de modo mais global e em termos de inovação, a região está no caminho de se tornar o Vale do Silício brasileiro. “Se é que já não somos. E temos a vantagem da posição geográfica que nós estamos”.

Ele também lamentou que Taubaté tenha demorado mais para entrar no mercado de inovação na comparação com São José e Jacareí, mas destacou que a tarefa vem sendo cumprida com o HIIT (Hub de Inovação e Tecnologia de Taubaté), em operação desde o ano passado e que abriga 32 projetos residentes, gerando 232 postos de trabalho.

“Estimamos que hoje em Taubaté haja cerca de 70 empresas que poderiam ser consideradas startups. Essa é um segmento que tende a crescer bastante na cidade”, afirmou Vilhena.

CONSULTOR

David Morrell, sócio da consultoria PwC Brasil, ressaltou que as cidades devem respirar inovação. "Essa é a grande tendência. Para que a inovação aconteça, é preciso que as pessoas estejam respirando isso. Independentemente de ser inteligência artificial, internet das coisas, o que se precisa hoje é ter uma clareza de direção e isso eu vejo nas três cidades da região -- São José dos Campos, Taubaté e Jacareí", afirmou o consultor.

Morrell ressaltou que o mais importante para as cidades é se envolverem com a questão da tecnologia e inovação. Não que as prefeituras serão, elas próprias, criadoras de tecnologia. Mas têm papel de incentivadoras para o desenvolvimento dessas áreas. "Faz toda a diferença quando as prefeituras se envolvem. É vantagem para a atração de empresas". Sobre o Brasil, cujo investimento em ciência e tecnologia está em queda, ele destacou o potencial..

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