A jogadora de futebol afegã, Narges Mayeli, de 19 anos, definiu o Talibã como “Um pesadelo para a minha geração” durante uma entrevista à CNN durante essa semana. Ela e centenas de atletas femininas da modalidade temem por seu futuro, por não possuírem o status de refugiadas.
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“Eles conquistaram todo o nosso país em uma noite. E depois daquela noite, pudemos ver o Talibã nas ruas. Eles foram cruéis. Eles não tiveram misericórdia de ninguém”, falou a atleta.
Após o domínio do grupo terrorista do país, a vida das mulheres afegãs foi reprimida. Por esse motivo, Khalida Popal, ex-capitã do time de futebol feminino afegão, orientou suas colegas de time a deletarem seus perfis nas redes sociais, como forma de autoproteção.
“Estou triste e preocupada e quero poder voltar para minha casa. Nunca sonhamos em deixar nosso país, mas é muito difícil e assustador saber que como mulheres, perdemos nossa luz, nossa liberdade que tínhamos em Afeganistão”, contou a atual capitã do time, Sabreyah Nowrozi, de 24 anos, sobre a chegada dela e das colegas ao Reino Unido, onde estão abrigadas.
O país deve receber cerca de 20 mil refugiados. Em agosto, o governo declarou que mulheres, meninas, religiosas e outras minorias seriam priorizadas durante essa ação.
No entanto, o time de jogadores ainda não recebeu nenhum tipo de garantia da permanência no país. “Eles estão em uma espécie de limbo de não saber o que vai acontecer com eles em seis meses”, disse Sabreyah.
IMIGRAÇÃO
Na quarta-feira (24), 27 pessoas se afogaram na França após um barco inflável, que ia rumo ao Reino Unido, virar no Canal da Mancha.Uma mulher grávida estava entre as vítimas.