Caldeirão da pobreza.
A crise econômica ‘apimentada’ pela pandemia do novo coronavírus atingiu em cheio famílias do Vale do Paraíba, aumentando a parcela daquelas que dependem de repasses do governo federal para sobreviver, em razão da perda de emprego e da renda.
Pesquisa dos economistas Marcel Balassiano e Samuel Pessôa divulgada pelo FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas) indica que a economia brasileira deve completar 16 anos de crescimento econômico abaixo da média mundial.
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Sem resposta efetiva no campo econômico do governo do presidente Jair Bolsonaro (PL), nada menos do que 34 mil famílias da região estão na fila para receber o Auxílio Brasil, programa lançado para substituir o Bolsa Família.
No final de dezembro de 2021, segundo dados oficiais do Ministério da Cidadania, o programa atendeu 90.552 famílias da RMVale.
Para janeiro deste ano, o número será incrementado de 34.026 famílias e chegará ao total de 124,5 mil famílias atendidas pelo programa social, maior número de beneficiários da história, segundo a pasta federal.
A situação se verifica em todo o país, com a inclusão de três milhões de novas famílias na folha de pagamento. Cada família receberá um repasse mínimo de R$ 400.
“É um marco histórico. Esses números representam um feito que reforça a prioridade do Governo Federal em estender a mão a todas as pessoas que, de fato, necessitam do braço social do Estado”, disse João Roma, ministro da Cidadania.
RECORDE
As 124,5 mil famílias que deverão ser atendidas em janeiro estão bem acima do recorde histórico do Bolsa Família, alcançado em maio de 2019, quando o governo repassou o benefício a 91,4 mil famílias da região.
Desde então, o Vale vinha sofrendo cortes no Bolsa Família, tendo reduzido o atendimento a 80,4 mil em dezembro de 2020 e março de 2021, um dos menores índices de atendimento do programa.
A pandemia aumentou a quantidade de pessoas desempregadas e sem renda e, consequentemente, que passaram a atender as regras do agora Auxílio Brasil.
O programa atende famílias em situação de extrema pobreza (renda por pessoa de até R$ 89) e de pobreza (renda entre R$ 89 e R$ 178 per capita).
OUTRO LADO
O Ministério da Cidadania informou que a entrada, a seleção de famílias e a concessão de benefícios do Auxílio Brasil ocorrem todos os meses, de modo automatizado e impessoal, por meio do Sibec (Sistema de Benefícios ao Cidadão). A seleção é feita considerando a estimativa de pobreza, a quantidade de famílias atendidas em cada município e o limite orçamentário do programa.
“Para que a família seja habilitada, também é necessário ter os dados atualizados no Cadastro Único do Governo Federal nos últimos 24 meses”, afirmou a pasta.
A permanência no Auxílio Brasil depende, entre outras questões, do cumprimento de condições que têm o objetivo de “estimular as famílias a exercerem o direito de acesso às políticas públicas de assistência social, educação e saúde”.