A Cia. Quase Cinema apresenta neste domingo (5), às 19h30, no Sítio do Pica-pau Amarelo em Taubaté, o espetáculo de sombras “A floresta que habita em nós”. O show é gratuito e possui classificação livre.
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O espetáculo levantará questionamentos sobre os dois principais males do nosso tempo: a privação do sono e a falta de cuidado com a natureza. Ambos os temas foram levantados pelo ambientalista indígena Kaká Werá Jecupé, nos leva à incapacidade de compreensão das consequências dos nossos atos.
“E quando o canto da maritaca se calar e as onças não tiverem o que comer. E quando a terra morrer e as sementes não germinarem. E quando os rios secarem e o cheiro da morte dominar. Não haverá poesia, nem cores, nem música. Antes que seja tarde demais, vamos sonhar com as flores, falar com os pássaros, brincar com os peixes, ouvir nossos ancestrais e celebrar a vida” reflete o diretor da Cia, Ronaldo Robles.
Agora, o antes performativo, aponta possíveis caminhos para dialogar com uma sociedade fragmentada, imediatista, pós-pandêmica, alijada de direitos e desejos inerentes à natureza humana. O caminho possível. Aqui, agora o leitmotiv está nas mudas de plantas que remetem à floresta em estado bruto, potente, viva, que remete ao que ainda respira dentro de nós. A floresta que habita em nós. Em detalhes, cores, formas, sensações, sons e imagens.
“É preciso que a gente se reconecte com nossa essência, e através da arte, da espiritualidade, dos cantos, que a gente se conecte novamente com a terra. Plantar, diminuir o lixo, buscar uma forma de vida mais simples, buscar outras formas de troca baseadas em outras sabedorias. É pela reconexão com a terra que podemos buscar um caminho de cura. O sopro da vida existe em cada um de nós”, afirmou a ativista indígena e artista Naiara Tukano em recente entrevista.