Pandemia

Ômicron faz explodir contágio e Vale alcança quase 90 mil casos em 40 dias

Por Xandu Alves |
| Tempo de leitura: 2 min
covid-19
covid-19

A chegada da variante Ômicron do coronavírus ao Vale do Paraíba multiplicou os casos de Covid-19 a ponto de 2022 já ter superado todos os diagnósticos positivos de 2020.

O novo ano vai completar 90 mil diagnósticos positivos para a doença em pouco mais de 40 dias, recorde absoluto de toda a pandemia e 22% da totalidade da região.

Clique e faça parte do nosso grupo no WhatsApp e receba matérias exclusivas. Fique bem informado! Acesse: https://bit.ly/ovale-agora-27

Trata-se de um número superior ao total de casos confirmados de Covid-19 em 2020, primeiro ano da pandemia. Em 289 dias de disseminação do coronavírus, a região anotou 76,1 mil contaminados, 18,2% do total de infectados.

A média de casos diários em 2022 é de 2.210 novos infectados contra 695 em 2021 e 263 em 2020. Ou seja, neste ano, em apenas dois dias, a região tem mais casos do que registrou em todo o mês de dezembro do ano passado -- 3,4 mil.

Com a chegada da nova variante, as aglomerações de final de ano e a queda dos cuidados sanitários, como distanciamento e uso de máscara, impulsionaram a pandemia em 2022 como nunca se tinha visto na região.

Até então, o mês mais contagioso havia sido janeiro de 2021, com 38,3 mil casos confirmados. Janeiro de 2020 bateu em 67 mil infectados e fevereiro já acumula 21,3 mil em apenas nove dias, quase três vezes o total de casos em janeiro do ano passado na mesma época (8,2 mil).

O número de mortes também preocupa. O novo ano acumula 455 óbitos, média de 11 por dia, que é superior ao índice de 2020 (média de 6 mortes diárias) e se aproxima do de 2021 (15 óbitos por dia).

“A pandemia ainda não está controlada e todos têm que fazer a lição de casa, que é se vacinar e tomar todos os cuidados sanitários. Vivemos uma epidemia de não vacinados”, disse João Gabbardo, médico e coordenador do Comitê Científico de São Paulo.

De acordo com levantamento do Comitê Científico, cerca de 80% das pessoas que estão internadas em enfermaria e UTI (Unidade de Terapia Intensiva) neste ano por Covid não tomaram nenhuma dose das vacinas contra a doença ou estão com o ciclo vacinal incompleto. As demais têm comorbidades graves.

Segundo Gabbardo, o trabalho de combate ao coronavírus ainda exige muita atenção de todos.

“Orientação do Comitê é a mesma. Recomendamos que todas as aglomerações sejam evitadas. Fato de reduzir a internação não nos dá a mínima condição para colocar novamente a população em risco”, afirmou.

Comentários

Comentários