O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Luís Roberto Barroso concedeu coletiva de imprensa na manhã desta quarta-feira (23), antecedendo o ‘Fórum OVALE de Democracia’. Em conversa com os jornalistas, Barroso defendeu a importância do jornalismo livre, da pluralidade de ideias, do enfrentamento ao ódio e esclareceu que a urna eletrônica é segura.
“A urna eletrônica ao final da eleição, às 17h, ela imprime um boletim de urna e ali está o resultado, quantos votos o candidato teve naquela urna, todos os candidatos. Aquilo depois é remetido para uma totalização no TSE, porque você tem 500 mil candidatos e você tem 6.000 municípios, mas o resultado da eleição saí quando você imprime o boletim da urna, portanto, se um hacker conseguir invadir o sistema do TSE e derrubar o sistema, o que nunca aconteceu, ainda sim não tem como fraudar a eleição, porque o resultado já saiu e foi distribuído aos candidatos ali na seção eleitoral”, explicou Barroso.
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Ainda sobre as eleições, Barroso foi questionado sobre a proliferação dos discursos de ódio pelas redes sociais. Na última semana, seu colega na corte, Alexandre de Moraes, determinou a suspensão no Brasil do aplicativo de mensagens Telegram. O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) pediu por meses a colaboração do Telegram para combater a propagação de fake news, o que foi ignorado. Horas depois da suspensão, o diretor-executivo da companhia, o russo Pavel Durov, divulgou um pedido de desculpas e medidas para conter as mensagens falsas.
Sem citar o aplicativo ou outra rede social, Barroso classificou como importante a mudança de atitude das plataformas.
“Acho que hoje em dia as plataformas passaram a serem muito mais parceiras, porque elas passaram a ter um comprometimento de imagem, por passarem a estarem associadas à deterioração da democracia, a deterioração do debate público e, portanto, vejo com simpatia uma atitude mais proativa no enfrentamento ao ódio e a mentira deliberada”, disse.
O ministro também foi questionado sobre pautas que serão votadas no STF que tratam de questões ambientais e sobre o escândalo recente envolvendo falas do ministro da Educação, Milton Ribeiro. Sobre o meio ambiente ele disse que não comenta julgamentos futuros, mas abordou o tema como ‘substancial’, já sobre o ministro da Educação, ele afirmou que “esse é um fato político” e que “não é seu papel comentar”.