Guerra

Guerra entre Rússia e Ucrânia cria sua face mais dolorosa: drama humano vivido pela população

Por Xandu Alves |
| Tempo de leitura: 2 min
Ataques na Ucrânia
Ataques na Ucrânia

A face sangrenta da guerra.

A invasão do território da Ucrânia por parte do exército da Rússia aumenta os temores de uma nova crise de refugiados na Europa.

Países vizinhos da ex-república soviética já se preparam para enfrentar o fluxo de até milhões de pessoas após a ofensiva de Moscou.

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Milhares de ucranianos e estrangeiros já estão fugindo de cidades do país e da capital Kiev para evitar o conflito armado.

Novamente se vê o drama humano de civis em meio a bombardeios aéreos e à busca por abrigo no subsolo.

As imagens de ucranianos se refugiando no metrô da capital Kiev, para fugir de ataques aéros, lembram as cenas dos cidadãos de Paris e Londres fazendo o mesmo durante as investidas alemãs na Segunda Guerra Mundial.

De acordo com informações da AFP (Agence France-Presse), a embaixadora dos Estados Unidos na ONU (Organizações das Nações Unidas), Linda Thomas-Greenfield, estimou que o conflito entre Rússia e Ucrânia tem a capacidade de provocar “uma nova crise de refugiados na Europa com até 5 milhões” de pessoas deslocadas.

Com extensa fronteira com a Ucrânia, a Polônia, que já acolhe cerca de 1,5 milhão de cidadãos ucranianos, expressou apoio ao país vizinho e se mostrou disposta a ajudar.

O Ministério do Interior polonês informou que o país “está se preparando para vários cenários relacionados à situação de tensão” entre Ucrânia e Rússia.

O primeiro-ministro polonês, Mateusz Morawiecki, criou um grupo de trabalho para definir as necessidades logísticas, de transporte, médicas e educativas para receber os refugiados ucranianos.

“Estamos preparados para receber crianças e jovens nas escolas e os estudantes nas universidades polonesas”, disse o ministro da Educação, Przemyslaw Czarnek.

ARMAS

Para piorar a situação, com a expectativa de novas ofensivas russas, o Ministério da Defesa da Ucrânia pediu aos civis da região que peguem em armas, mesmo que improvisadas.

“Pedimos aos cidadãos que nos informem sobre as movimentações inimigas, que preparem coquetéis molotov e neutralizem o ocupante”, afirmou uma nota da pasta.

Em outro comunicado, o Serviço de Guarda de Fronteira da Ucrânia informou que, devido à imposição da lei marcial, a saída de cidadãos do sexo masculino com idades entre 18 e 60 anos está temporariamente restrita.

Segundo informações da CNN Internacional, 18 mil armas foram distribuídas a reservistas na região de Kiev.

“Em breve vamos receber suporte adicional de armas modernas e outros recursos de nossos parceiros”, disse o ministro da Defesa da Ucrânia, Oleksiy Reznikov.

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Na quinta-feira (24), as tropas russas entraram pelo norte, sul e leste da Ucrânia. Segundo o presidente do país, Volodymyr Zelensky, a ofensiva russa matou 137 civis e deixou mais de 300 feridos.

O prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, informou que explosões e tiros foram registrados ao norte da capital ucraniana, deixando ao menos três pessoas feridas, uma delas em estado crítico, em um bairro residencial da cidade.

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