Imóveis

Economista afirma que possibilidades para financiamento de imóveis em 2022 são “tímidas”

Por Tamires Vichi |
| Tempo de leitura: 2 min
Habitação pode ter o pior ano para investimentos
Habitação pode ter o pior ano para investimentos

Após tantas mudanças provocadas por crises político-econômicas, muito agravadas durante a pandemia, como saber se 2022 será um bom ano para quem pensa em comprar uma casa na região? Conversamos com o  economista Wiliam Retamiro que esclareceu o cenário.

O economista explica que 2022 é um momento de reaquecimento para o mercado imobiliário que trará novas ofertas de empreendimentos, principalmente condomínios, o que pode resultar em preços mais agradáveis por conta da concorrência, no entanto, outras variáveis interferem no processo para a compra de um imóvel.

No Brasil, uma das formas mais comuns para a aquisição de um imóvel é por meio de um financiamento imobiliário, que aumentam as possibilidades de pagamento para famílias, principalmente, de classe média e classe média baixa. E para analisar o poder de compra da população, o economista apresenta alguns fatores como condições socioeconômicas, inflação e a taxa Selic:

“Sobre a renda do terceiro trimestre de 2021, de acordo com dados do Ipea, houve a redução de 6.1%, ainda em fase de recuperação já que o desemprego ainda está alto e impacta diretamente nas condições financeiras para a população que visa adquirir um imóvel. Outro fator é analisar também o processo inflacionário, pois a aquisição de imóveis tem como um dos principais focos a população de renda média ou de renda média baixa, faixas nas quais a inflação, por faixa de renda também medida pelo Ipea, indica que no acumulado de janeiro de 2020 para janeiro de 2021 foi em média de 10,6%, ou seja, há a corrosão do poder de compra decorrente do processo inflacionário. Assim surge um terceiro fator para a análise, que é a taxa SELIC, que está na casa dos dois dígitos com o objetivo de conter o processo inflacionário. Um imóvel consiste em um bem de alto valor, logo, sua venda se torna totalmente sensível quanto as possibilidades de crédito no mercado”, explicou Retamiro.

Como conclusão, o economista afirma que o poder de aquisição para quem precisa do financiamento em 2022 (ano eleitoral) tende a continuar tímido: 

"Pode-se, eventualmente, esperar a oferta de imóveis que podem ajudar a ter um equilíbrio no preço de mercado para o segmento, mas ainda uma tímida capacidade de aquisição dos imóveis por intermédio dessas das linhas de financiamento", concluiu o Retamiro.

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