O presidente dos Estados Unidos Joe Biden fez um discurso na tarde desta quinta-feira (24), na Casa Branca, em reação aos ataques da Rússia contra a Ucrânia. O presidente americano prometeu o maior pacote de sanções econômicas da história contra o que ele classificou como ‘planos de Putin para restabelecer a União Soviética’. Porém, Biden descartou uma ação militar americana na Ucrânia.
“Putin é o agressor, Putin começou essa guerra, e ele sofrerá as consequências”, disse Biden.
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Ao explicar as sanções, o presidente americano afirmou que todos os países do G7 (Alemanha, Canadá, França, Itália, Japão, Reino Unido, além dos EUA) estão unidos em limitar a capacidade da Rússia de fazer negócios em dólares e outras moedas. Nas medidas, Biden disse que os bancos russos terão vetos e os ativos bloqueados e que os cidadãos russos não conseguirão empréstimos. “Isso afetará as ambições a longo prazo de Vladimir Putin”, disse.
Joe Biden ainda afirmou que não espera que o avanço das tropas russas parem na Ucrânia.
Resposta militar
Questionado por jornalistas sobre uma resposta militar na Ucrânia, Biden deixou claro que o exército americano não irá atuar no país.
“Eu quero ser claro, nossas forças não estão e não estarão envolvidas na luta da Rússia”.
O presidente disse que o ataque de Putin foi planejado há meses como um plano de restabelecer a União Soviética e que ele aconteceu no momento em que forças da Otan estavam se reunindo.
Biden afirmou que a Otan irá se reunir novamente e fortalecer a presença militar em países aliados – como Alemanha e Polônia – e que qualquer ataque a um membro da Otan será um ataque direto aos Estados Unidos.
China e outros países
Durante a coletiva, jornalistas perguntaram ao presidente se ele fará um pedido de que a China ‘isole’ a Rússia. Biden respondeu que não está preparado para falar sobre o assunto no momento.
Sobre outros países, Biden afirmou que “todas as nações que se associarem a Rússia terão a sua reputação manchada”.
O presidente americano finalizou seu discurso com a frase, “Não se enganem, a liberdade irá prevalecer. Deus abençoe o povo de um país democrático”.