A democracia morre na escuridão, diz o slogan do jornal 'The Washington Post', um baluarte do jornalismo mundial, o nome central do 'caso Watergate', que causou a renúncia de Richard Nixon, então presidente dos Estados Unidos, em 1974. Nesta superedição histórica, com as mais de 100 páginas que chegam às mãos de sua excelência, o leitor, OVALE revela um quadro sombrio, triste e preocupante: o avanço de regimes antidemocráticos ao redor de todo o globo. Em 2021, de acordo com pesquisa internacional, menos da metade da população mundial vivia sob regimes democráticos; de 167 países pesquisados, só 21 deles gozavam de uma 'democracia plena'. Obviamente e infelizmente, o Brasil de Jair Bolsonaro (PL) não era um deles... aliás, muito pelo contrário.
O transitório ocupante do Palácio do Planalto é um das faces do fenômeno populista que ameaça a liberdade democrática em todo o planeta. Com seu 'agressivo populismo de direita' e seus 'constantes ataques às instituições', o presidente é, certamente, o grande protagonista do 'rebaixamento' da democracia brasileira, que passou de 'estável' para 'defeituosa', segundo a Fundação Bertelsmann, da Alemanha. Os arroubos antidemocráticos de Bolsonaro, defensor da ditadura e de outras bandeiras indefensáveis, de acordo com a Fundação, foram freados por um Poder Judiciário independente e a sociedade civil forte. Pelo menos até aqui. Nosso país, hoje um pária internacional devido ao negacionismo científico e o terraplanismo diplomático bolsonarista, figura no estudo ao lado de regimes como o da Bulgária, Sérvia, Índia e Polônia.
Em uma informação alarmante, pela primeira vez desde 2004, o estudo da Bertelsmann registrou mais estados autocráticos do que democráticos no mundo.
Certamente, um dos pilares da democracia é uma imprensa livre e o respeito ao pensamento indepente. E o avanço de governantes despóticos passa, diretamente, por guerras de narrativas que são travadas aí, na sua timeline, em busca de corações e mentes. As fake news são armas poderosas, capazes de hackear a opinião pública e torturar a verdade, turvar a realidade.
OVALE, com essa superedição histórica e o fórum especial sobre democracia, lança luz à questão e, como farol, conduz o leitor até um porto seguro de informações, tendo a credibilidade como âncora, como vela a prática diária de um jornalismo livre, independente, crítico, plural e apartidário.
Seja livre, seja OVALE. Viva a democracia viva.