BRASÍLIA - Embora o novo ministro da Saúde, Nelson Teich, tenha dito na cerimônia de posse que pretende trabalhar junto com os estados no combate ao novo coronavírus, representante do Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde) foi barrado no Planalto. A informação é da própria entidade, que congrega os gestores estaduais. A associação de secretários municipais, o Conasems, também não participou.
Segundo o presidente do Conass, Alberto Beltrame, é a "primeira vez na história" que as entidades representativas dos secretários estaduais e municipais de Saúde são "barrados no Palácio do Planalto para a cerimônia de posse de um novo ministro de Estado da Saúde". Ele, que está com Covid-19, indicou Leonardo Villela, ex-presidente do Conass e atualmente integrante do conselho, para representá-lo. Mas Vilella foi impedido de participar do evento, disse Beltrame.
Já o Conasems indicou seu secretário-executivo, Mauro Junqueira, para a posse. No entanto, a entidade foi avisada de que não seria permitido entrar e, dessa forma, evitou deslocar representantes ao Palácio do Planalto, segundo Junqueira disse ao GLOBO.
As entidades, de acordo com Beltrame, devem emitir uma nota conjunta para repudiar a "gravidade do fato". Na avaliação dele, há ignorância sobre o papel legal de ambos os conselhos, Conass e Conasems, como integrantes da instância máxima de decisões do SUS, que é a Comissão Intergestores Tripartite.
Ele lamentou que não se busque, no momento atual, "solidariedade cooperativa" entre os entes que representam a população brasileira nas questões de atendimento à saúde.