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Osman Cordeiro - Home office pós-pandemia: o que esperar?

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Osman Cordeiro*

O avanço do novo Coronavírus modificou as relações de trabalho em função da necessidade do distanciamento social, a quarentena, para diminuir sua propagação. O crescente movimento que permite funcionários trabalhar em casa, já era uma evidente tendência pré-pandemia, contudo, foi acelerado em função da necessidade. As empresas não tiveram tempo para planejar e fornecer condições ideais a seus colaboradores para que trabalhassem em casa. Desta forma, a única opção era fazer o modelo funcionar, e, com isso, caíram as barreiras culturais de quem ainda era resistente ao home office.

O modelo de trabalho home office pode promover redução do custo operacional dos escritórios localizados nos grandes centros urbanos das cidades, e as empresas com atuação global podem otimizar mais ainda esse resultado. A Petrobrás, talvez seja, o maior exemplo no Brasil desses novos tempos, já que em 2019 anunciou através do seu presidente, Roberto Castelo Branco, um plano de corte de custos de U$ 8,1 bilhões previsto para até 2023, incluindo programas de demissão e redução de espaço de escritório, decidindo diminuir o número de representações no exterior de 18 para 5, fechando escritórios em Nova York, Cidade do México, Líbia, Angola, Nigéria, Tanzânia, Irã e Tóquio, entre outros. Será que alguns desses mercados não poderão ser atendidos daqui do Brasil, gerando mais empregos aqui, repatriando postos de trabalho que tanto é necessário?

Analistas indicam que uma das estratégias para aumentar os níveis de emprego nos Estados Unidos será a aplicação de tudo que as empresas aprenderam sobre teletrabalho durante esse período de pandemia. Empresas dispostas a contratar trabalhadores remotos e flexíveis, abrirão oportunidades para profissionais desempregados, ou trabalhadores fora de mercado, como idosos, mulheres que optam por cuidar exclusivamente dos filhos em casa, profissionais sem experiência e etc. No Brasil os especialistas preveem que a adesão ao trabalho remoto poderá crescer 30% após a pandemia.

Em 2011 a ONU declarou publicamente que o acesso à internet deve ser visto como um direito humano, pois permite que indivíduos busquem, encontrem e compartilhem informações de todos os tipos, de uma forma instantânea e barata, além de impulsionar o desenvolvimento econômico e social e político das nações, contribuindo para o progresso da humanidade como um todo.

No Brasil, segundo um relatório do IBGE, praticamente dois terços da população tem acesso à internet, 97% das pessoas acessam internet pelos smartphones. Portando é fundamental que o governo subsidie essas novas tecnologias que garantam a inclusão digital das classes menos favorecidas, de forma que promova acessibilidade e o alcance dessa oportunidade do trabalho remoto que será exigido pelo mercado.

*Empreendedor, empresário, fundador CECOMPI/Parque Tecnológico São José dos Campos, ex-diretor do CIESP, ex-Secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, Transportes e Administração da prefeitura de São José dos Campos

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