Críticas
Problemas no transporte público levaram vereadores da base aliada ao governo Ortiz Junior (PSDB) a criticar o secretário de Mobilidade Urbana de Taubaté, Luiz Guilherme Perez, durante a sessão ordinária dessa terça-feira (30).
‘Imobilidade’
“Não digo que a secretaria é ruim, mas o capitão que dá as ordens no barco deixa a desejar”, disse Bobi (PSDB), que chamou a pasta de “Imobilidade Urbana”.
Ônibus lotados
Bobi exibiu um vídeo de um ônibus lotado da concessionária ABC Transportes, que segundo ele faria a linha Santa Tereza/Gurilândia. Citou que o fato é um risco para os passageiros, devido à pandemia do coronavírus. “O senhor [secretário] não tem parente que anda de ônibus”, afirmou.
Tctau
Durante a sessão, foram aprovados dois requerimentos, da vereadora Vivi da Rádio (Republicanos) e do vereador Douglas Carbonne (DEM), que pedem ao governo Ortiz que os veículos do Tctau (Transporte Complementar de Taubaté) também possam trafegar durante a pandemia.
Alternativo
“O Tctau não pode trabalhar, mas o ônibus da ABC pode ficar lotado desse jeito”, disse Bobi. “Eu apoio o governo, sou base [aliada] nessa Casa, mas algumas medidas precisam ser tomadas”, completou.
Convocação
Carbonne, que é líder do governo na Câmara, sugeriu ainda a convocação do secretário para prestar esclarecimentos sobre o impedimento da atuação do Tctau. “Luiz, não dá para tapar o sol com a peneira. Essa situação do Tctau precisa ser resolvida”.
E a CPI?
Já o vereador Digão (PP), que faz oposição ao governo, criticou os vereadores da base aliada. Para ele, problemas no setor poderiam ter sido resolvidos durante a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Transporte, mas não foram. “A Câmara abriu uma CPI, que poderia apurar todas essas irregularidades, mas não fez [isso]”.
Chapa-branca
Inicialmente, a CPI foi proposta em março de 2018 pela oposição, e tinha como objetivo apurar também eventuais falhas do governo Ortiz no setor. No entanto, após manobra da base governista, a comissão ficou sob o controle de aliados do tucano e centrou fogo somente na atuação da ABC.
Nada
Após somente três oitivas, o relatório da CPI foi aprovado em setembro de 2019. A principal crítica ao documento foi que, mesmo após um ano e meio de trabalho, o texto de 66 páginas não trouxe nenhum fato novo ou avanço com relação às reclamações rotineiras de passageiros, que levaram à criação da comissão.