Brasil

Desemprego aumenta em 12 estados e chega a 18,7% na Bahia, a maior taxa no país

Por Agência O Globo |
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Olha o prazo. Colégio Embraer
Olha o prazo. Colégio Embraer

O desemprego aumentou em 12 estados brasileiros no primeiro trimestre deste ano, já como efeito da quarentena imposta para combater o coronavírus.

Segundo a Pnadc (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), divulgada nesta sexta-feira pelo IBGE, a maior taxa foi a da Bahia, que registrou desemprego de 18,7%, alta significativa frente aos 16,4% do último trimestre de 2019. Em sete estados, o índice superou 15%.

No Rio de Janeiro, a taxa subiu para 14,5%, bem acima dos 13,7% do trimestre anterior. Em meados de março, vários estados brasileiros já estavam adotando a quarentena.

No país, a taxa de desemprego alcançou 12,2%, depois de ter fechado o ano em 11%. São 12,9 milhões de brasileiros desempregados, 1,2 milhão de brasileiros a mais que no trimestre encerrado em dezembro.

Os jovens, as mulheres e os negros foram os que mais sofreram no primeiro trimestre. A taxa de desocupação das mulheres foi de 14,5% contra 10,4% dos homens. Na faixa etária de 18 a 24 anos, o desemprego subiu de 23,8% para 27,1%. Enquanto os pretos viram o desemprego ficar em 15,2%, os brancos ainda estão com taxa de um dígito, 9,8%.

Os efeitos da paralisação forçada foram sentidos em todos setores pesquisados. Em nove deles, houve dispensa de trabalhadores. Áreas como comércio, alimentação e alojamento, serviços domésticos e outros serviços, como cabeleireiro e manicure, apresentaram retração recorde na série histórica, iniciada em 2012.

Cerca de 2,3 milhões de trabalhadores perderam o emprego no trimestre, sem que todos conseguissem retornar ao mercado para buscar novas vagas. Com a pandemia, a procura por vaga, que caracteriza o desempregado, foi dificultada.

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