O Brasil tem 934.769 casos de Covid-19, e o número total de mortes é de 45.585. Os números são do boletim das 13h desta quarta-feira do consórcio de veículos de imprensa formado por O GLOBO, Extra, G1, Folha de S. Paulo, UOL e O Estado de S. Paulo, a partir das atualizações das secretarias estaduais de Saúde.
Foram registradas 129 novas mortes e 5.935 novos casos desde o último boletim consolidado, publicado às 20h de ontem. Nesta atualização, Goiás, Minas Gerais, Pernambuco, Tocantins, Mato Grosso do Sul, Ceará, Roraima e o Distrito Federal informaram os dados.
O Brasil registrou, na última terça-feira, 1.338 novos óbitos e 37.278 novas infecções por coronavírus — o maior índice de casos já contabilizado no período de um dia desde o início da pandemia — e se aproxima da marca de um milhão de contaminados.
O Brasil é o segundo país com maior número de casos confirmados e de mortes provocadas pelo novo coronavírus no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos.
Recordes em SPO estado de São Paulo registrou um novo recorde de mortes na última terça-feira em decorrência do coronavírus. Segundo boletim divulgado pelo comitê de enfrentamento à doença, foram 365 novos óbitos e 8.825 novos casos. O recorde anterior ocorreu na terça-feira passada, quando houve registro de 334 óbitos em 24 horas.
Pesquisadores do Centro de Contingência da Covid-19 do estado avaliam que o número de novos óbitos reflete o cenário de 20 ou 30 dias atrás, e que é necessário avaliar a disseminação da doença para o interior paulista.
O boletim epidemiológico do Ministério da Saúde registrou esta terça-feira 34.918 novos casos e 1.282 novas mortes por Covid-19. Com a atualização, o país chega à casa de 923.189 ocorrências e 45.241 óbitos desde o início da pandemia. Das novas mortes registradas pela pasta, 472 ocorreram nos últimos três dias.
Os pacientes com Covid-19 ganharam esta terça-feira uma nova esperança para seu tratamento. De acordo com um ensaio clínico coordenado pela Universidade de Oxford (Reino Unido), a dexametasona, um medicamento barato e amplamente disponível no mundo, pode ajudar no tratamento da doença.
O uso de doses baixas do corticoide reduziu em um terço as mortes de pacientes internados com ventiladores mecânicos. Sua eficácia, porém, não foi comprovada em pessoas que apresentam sintomas leves da enfermidade. Os testes já são realizados em 40 hospitais brasileiros.
No Reino Unido, a farmacêutica britânica AstraZeneca já testa uma vacina contra a Covid-19 em humanos. A imunização, segundo o presidente da empresa, Pascal Soriot, pode ser de até um ano.
EstabilizaçãoO Brasil completa esta quarta-feira três semanas com o ritmo de registro de mortes por Covid-19 entrando em estabilização. Quando se considera uma média semanal de óbitos (para descontar os atrasos de notificação dos finais de semana), desde o dia 26 de maio o país está em um patamar médio de 985 vítimas por dia, sem oscilar mais que 6% desse valor.
Nos gráficos epidemiológicos, o número de casos e mortes assume aos poucos a forma de platô — o que, em outros países, representou o pico da ocorrência de Covid-19. Essa realidade, no entanto, esconde diferenças locais. Enquanto os estados onde a pandemia chegou antes, Rio de Janeiro e São Paulo, puxam a tendência de estabilização, outros, como Paraná e Paraíba assistem a epidemia começando a ganhar impulso. O retrocesso de um lado anula o avanço de outro na média nacional.
O estado do Rio chega até a insinuar uma queda um pouco mais clara no número de mortes por dia na última quinzena, passando de aproximadamente 200 para 140. São Paulo, no entanto, não conseguiu rebaixar este patamar da mesma forma.
O comportamento desordenado do coronavírus Brasil afora deve-se às proporções continentais do país. Grupos de estudo e modelagem da Covid-19 avaliam que há vários focos de epidemia no território nacional. No eixo Rio-São Paulo, por exemplo, a maior preocupação é o registro de casos nos municípios do interior, onde há baixa capacidade de testagem e infraestrutura hospitalar precária para o atendimento a pacientes. Já a disparada na curva de óbitos dos estados do Sul seria explicada pelo fato de que a região foi a última a ser acometida pelo coronavírus.
"Em um país de nosso tamanho, cada cidade e estado reagirão de maneira única. Devemos ter diretrizes nacionais para uso de testes, mas as medidas de contenção e o relaxamento (para circulação de pessoas) serão decididas regionalmente", explica a microbiologista Natalia Pasternak, pesquisadora do Instituto de Ciências Biomédicas da USP.
Outro desafio, segundo Pasternak, é a subnotificação. Em Minas Gerais, por exemplo, houve um aumento desproporcional no diagnóstico de síndrome respiratória aguda grave e um registro tímido de Covid-19 — ambas as doenças têm sintomas semelhantes.