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Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro, é preso durante ação policial em Atibaia

Por Da Redação e O GLOBO |
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Queiroz em entrevista ao SBT, em dezembro de 2018 r
Queiroz em entrevista ao SBT, em dezembro de 2018 r

O Ministério Público prendeu na manhã desta quinta-feira, 18, Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ). A prisão ocorreu em Atibaia. Segundo policiais que participaram da ação, ele estava escondido na casa do caseiro de um sítio localizado no município que fica a 66 km de São Paulo. Agora, ele deve ir para o Rio, onde é investigado. A operação denominada "Anjo" teve o apoio da Polícia Civil.

O MP do Rio também cumpre mandados de busca e apreensão em diversos endereços da capital. Um deles é a casa de Bento Ribeiro, escritório político da família Bolsonaro. Ele esteve no gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio entre 2007 e 2018 e, no período, emplacou sete parentes na estrutura. Além dele, também foram lotados outros sete parentes dele no gabinete de Flávio desde 2007. Entre os parentes de Queiroz investigados junto com ele, estão a mulher, a enteada e duas filhas, uma delas é a Nahtalia Queiroz, conhecida por ser personal trainer.

O endereço onde Queiroz foi preso em São Paulo está em nome do advogado Frederick Wassef que atua na defesa do senador no procedimento de investigação criminal.Além da prisão de Queiroz, o MP-RJ obteve na Justiça a decretação de medidas cautelares que incluem busca e apreensão, afastamento da função pública, o comparecimento mensal em Juízo e a proibição de contato com testemunhas. São eles o servidor da Alerj Matheus Azeredo Coutinho; os ex-funcionários da casa legislativa Luiza Paes Souza e Alessandra Esteve Marins; e o advogado Luis Gustavo Botto Maia.

Os mandados de busca e apreensão e de prisão foram expedidos pela justiça do Rio de Janeiro, num desdobramento da investigação que apura esquema de "rachadinha" na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro). A prisão foi feita numa operação da Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo.

De acordo com relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), Queiroz fez movimentações bancárias atípicas. O Coaf identificou movimentação de R$ 1,2 milhão em uma conta no nome de Queiroz, entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017. O documento cita um repasse de R$ 24 mil para a futura primeira-dama Michelle Bolsonaro — o presidente Jair Bolsonaro disse, na época, que se tratava do pagamento de uma dívida antiga do policial militar com ele.

Desde o ano passado, quando havia passado por uma cirurgia de retirada de um câncer, ele estava desaparecido.

Matéria atualizada às 7h56, para acréscimo de informações

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