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Após manifestantes soltarem fogos de artifício em direção ao STF, Toffoli diz que Corte não se sujeitará a ameaças

Por Agência O Globo |
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O presidente do STF, Dias Toffoli
O presidente do STF, Dias Toffoli

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Dias Toffoli, criticou neste domingo os manifestantes que, em protesto ocorrido na noite de sábado, lançaram fogos de artifício em direção ao prédio da Corte, enquanto alguns dos integrantes xingavam os ministros. Segundo ele, o ataque ao STF "simboliza um ataque a todas as instituições democraticamente constituídas". Mas disse que a Corte jamais se sujeitará a nenhum tipo de ameaça.

"O Supremo jamais se sujeitará, como não se sujeitou em toda a sua história, a nenhum tipo de ameaça, seja velada, indireta ou direta e continuará cumprindo a sua missão", diz trecho da nota.

Vídeos do ato foram divulgados em redes sociais. Não há registro de dano ao prédio do STF. Toffoli foi chamado de "bandido", assim como o ministro Gilmar Mendes. Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski e Rosa Weber também foram xingados pelos manifestantes. Alguns diziam que aquilo era um "recado". Um deles repetiu a frase "acabou, porra", dita por Bolsonaro para criticar uma operação determinada pelo STF no âmbito inquérito que investiga notícias falsas e ataques contra a Corte. Outra pessoa afirmou que os ministros vão "cair" e que o grupo vai derrubá-los.

Na nota, Toffoli afirmou que que essas atitudes têm sido "estimuladas por uma minoria da população e por integrantes do próprio Estado", mas não citou nomes. Em um dos vídeos do protesto, um homem que se apresentou como assessor do deputado federal Otoni de Paula (PSC-RJ) aparece criticando uma pessoa não determinada:

"Sou Cavalieri do Otoni, assessor do deputado federal Otoni de Paula. Você não vai acabar com o nosso Brasil. Viva a democracia. Canalha. Nosso Brasil vai ser livre, eternamente. Em nome de Jesus".

Veja a íntegra da nota de Toffoli:

"Infelizmente, na noite de sábado, o Brasil vivenciou mais um ataque ao Supremo Tribunal Federal, que também simboliza um ataque a todas as instituições democraticamente constituídas.

Financiadas ilegalmente, essas atitudes têm sido reiteradas e estimuladas por uma minoria da população e por integrantes do próprio Estado, apesar da tentativa de diálogo que o Supremo Tribunal Federal tenta estabelecer com todos - Poderes, instituições e sociedade civil, em prol do progresso da nação brasileira.

O Supremo jamais se sujeitará, como não se sujeitou em toda a sua história, a nenhum tipo de ameaça, seja velada, indireta ou direta e continuará cumprindo a sua missão.

Guardião da Constituição, o Supremo Tribunal Federal repudia tais condutas e se socorrerá de todos os remédios, constitucional e legalmente postos, para sua defesa, de seus Ministros e da democracia brasileira."

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