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Nome cotado para substituir Weintraub no MEC foi denunciado por sonegação fiscal de R$ 22 milhões

Por Agência O Globo |
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Fachada do Ministério da Educação, na Esplanada dos Ministérios
Fachada do Ministério da Educação, na Esplanada dos Ministérios

Cotado para assumir o cargo de ministro da Educação do governo Bolsonaro, o empresário Renato Feder foi alvo de duas denúncias do Ministério Público sob acusação de sonegação fiscal que totaliza R$ 22 milhões. Feder foi denunciado tanto pelo MP do Rio como pelo MP de São Paulo porque a empresa da qual é sócio, a Multilaser, não teria recolhido os valores devidos de ICMS para os cofres públicos desses estados.

Feder, que é secretário de Educação no Paraná, foi recebido pelo presidente Jair Bolsonaro no Palácio do Planalto na terça-feira para conversar sobre o MEC. Ao GLOBO, ele confirmou que o presidente analisa seu nome para o cargo, que está vago desde a saída de Abraham Weintraub.

Procurada, a Multilaser negou ter praticado sonegação e informou que não fez o recolhimento dos impostos porque estava negociando com os Fiscos estaduais uma compensação com valores de precatórios que a empresa tinha a receber dos Estados. Renato Feder afirmou que é acionista minoritário da Multilaser e que a empresa questiona a cobrança indevida de impostos (leia abaixo).

O GLOBO teve acesso às duas ações judiciais, que ainda estão em tramitação. Os valores maiores se referem a São Paulo. Segundo a denúncia do MP, a Multilaser cobrou os valores de ICMS em transações que manteve com seus clientes, mas não recolheu esses valores aos cofres públicos. Feder e o outro sócio, Alexandre Ostrowiecki, são alvos da ação.

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