A Câmara aprovou por unanimidade nessa terça-feira (23) um requerimento para cobrar do governo Ortiz Junior (PSDB) explicações sobre os três últimos aditamentos no contrato entre a Prefeitura de Taubaté e a SPDM (Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina) para a gestão do HU (Hospital Universitário).
Os aditamentos, ocorridos em um intervalo de um mês, deixaram o contrato R$ 12 milhões mais caro.
O requerimento foi apresentado pela vereadora Loreny (Cidadania), que faz oposição à gestão tucana.
Assim que receber o questionamento, o prefeito terá 15 dias para respondê-lo.
MISTÉRIO.
Ao todo, foram feitos três aditamentos: o primeiro, de R$ 5,5 milhões, no dia 27 de abril; o segundo, de R$ 2,5 milhões, dia 12 de maio; e o terceiro, de R$ 4 milhões, dia 27 de maio.
Sobre o primeiro aditamento, o governo alegou à reportagem que teve “como objetivo a inclusão de cirurgias oncológicas e próteses”. Sobre o segundo, a gestão tucana argumentou que “se deve ao reforço das ações de combate ao coronavírus”. Já sobre o terceiro, o jornal cobra uma justificativa desde o dia 9 de junho, mas não recebeu nenhuma resposta.
Com os três aditamentos, o contrato, que previa repasse de R$ 156,947 milhões à SPDM em 24 meses (R$ 6,53 milhões por mês), passou a custar R$ 168,954 milhões (R$ 7,03 milhões a cada mês), uma alta de 7,65%.
Em dezembro de 2019, após representação do Comus (Conselho Municipal de Saúde), o Ministério Público instaurou um inquérito para investigar supostos problemas na administração do HU, que passou a ser gerido pelo município em maio do ano passado. O governo Ortiz e a SPDM negam qualquer irregularidade.