Por conta da queda da atividade econômica, as contas externas brasileiras de abril fecharam em superávit de US$ 3,8 bilhões. A estatística foi divulgada nesta terça-feira pelo Banco Central (BC).
O resultado foi puxado por um superávit da balança comercial que registrou um resultado positivo de US$ 6,4 bilhões em abril. Tanto as exportações quanto as importações tiveram resultados menores do que abril do ano passado, mas a compra de bens do exterior teve uma queda mais significativa. O superávit da balança acontece quando o montante exportado é maior do que o importado.
As exportações registraram US$ 18,4 bilhões em abril, um recuo de 4,9% na comparação o mesmo período de 2019. As importações tiveram uma queda ainda maior, de 15,9% para US$ 11,9 bilhões.
A redução de 59,7% na renda primária em comparação com abril de 2019 também influenciou no resultado das contas. As despesas com lucro e dividendos caíram de US$ 2,3 bilhões em abril do ano passado para R$ 4 milhões este ano, o que ajudou a reduzir o montante enviado para o exterior.
O superávit em transações correntes acontece quando o volume de dinheiro que sai do Brasil é menor do que o montante que entra no país. A medida considera exportações e importações, os gastos de brasileiros no exterior e as remessas de lucros, juros e dividendos para fora.
Com queda na atividade econômica as empresas estrangeiras instaladas no Brasil mandam menos recursos para fora. Dessa maneira, a conta de saídas do país fica menor, reduzindo o déficit.
Investimentos e viagens caemOs investimentos estrangeiros no país também registraram queda significativa em comparação com abril de 2019. No último mês, apenas US$ 234 milhões entraram no país em comparação com US$ 5,1 bilhões no mesmo período do ano passado.
O resultado na conta de serviços atingiu US$ 1,2 bilhão, um resultado 63,4% inferior ao do mesmo período do ano passado. Esse resultado reflete diretamente as restrições impostas pela pandemia, já que as receitas com viagens caíram 76% e as despesas, 86,4%. Ou seja, o país registrou quedas tanto no gasto do brasileiro no exterior quanto do estrangeiro no Brasil.