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Coronavírus: Parada LGBTI de São Paulo fará crítica a Bolsonaro em manifestação virtual

Por Agência O Globo |
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Parada LGBTI
Parada LGBTI

Com a pandemia do novo coronavírus, a Parada do Orgulho LGBTI de São Paulo não ocupará as ruas da Avenida Paulista como já é tradição desde 1997, reunindo milhões de pessoas. A 24ª edição do evento acontecerá neste domingo de forma virtual celebrando o mês do orgulho LGBTI.

O tema do ato virtual será uma reflexão sobre o atual momento político e seu impacto na população LGBTI, com o slogan "Seremos o pesadelo dos que querem roubar nossa democracia". A pauta já estava decidida para o evento presencial, adiado até o momento para o mês de novembro.

A parada debaterá a diversidade de arranjos familiares, antirracismo e como a pandemia da Covid-19 está afetando a comunidade. O evento também vai celebrar a criminalização da homofobia pelo STF (Supremo Tribunal Federal), que completou um ano no sábado.

O público poderá acompanhar a transmissão a partir das 14h deste domingo, no canal oficial da Parada no Youtube. A apresentação ficará a cargo de influenciadores digitais LGBTI, como os produtores de conteúdo Lorelay Fox, Louie Ponto, Spartakus Santiago e Nátaly Neri.

Uma das presenças internacionais mais aguardadas é a cantora pop Katy Perry. Completam a lista de atrações Wanessa Camargo, Ivete Sangalo, Liniker e Gloria Groove.

Renato Viterbo, vice-presidente da Associação Parada LGBT de São Paulo — que organiza o evento —,  explica a importância de falar sobre a democracia em meio ao governo Bolsonaro:

"O objetivo do ato é mostrar resistência para sobreviver, diante desse governo que acaba com direitos das minorias e principalmente perante a pandemia que nos deixou mais vulneráveis. Realizar a Parada em 2020, ainda que virtualmente, é mostrar que continuaremos lutando por pautas que atendam à comunidade LGBTI", disse.

Viterbo adianta que a Parada levará reflexões sobre os problemas enfrentados pela comunidade LGBTI durante o período da pandemia do novo coronavírus: "Refletiremos junto aos espectadores sobre como a pandemia afeta a comunidade homossexual, quando, por conta do isolamento social, alguém pode estar sendo oprimido dentro de casa. Além disso, falaremos sobre a empregabilidade da população transsexual e a saúde da população LGBTI, ameaçada pela doença", explica o vice-presidente da associação.

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