O novo ministro das Comunicações, Fábio Faria, defendeu em discurso de posse nesta quarta-feira que as autoridades deixem de lado as divergências e que o momento é de "pacificar o país". Além do presidente Jair Bolsonaro, a cerimônia teve a presença do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ).
Segundo Faria, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, teve um "imprevisto" de última hora e não pôde comparecer". O presidente do STJ (Superior Tribunal de Justiça), João Otávio Noronha, o ministro Bruno Dantas, do TCU (Tribunal de Contas da União), e presidentes de partidos, como Ciro Nogueira (PP) e Gilberto Kassab (PSD) também participaram do evento. Faria gastou oito dos 18 minutos do discurso cumprimentando autoridades e familiares presentes - além de elogios a Bolsonaro, o ministro fez questão de chamar Maia de "amigo".
"Deixemos a arena eleitoral para 2022. O grave momento exige de nós uma postura de compreensão, de abertura ao diálogo. É preciso, sobretudo, respeito, e que deixemos as nossas diferenças político-ideológicas de lado, para enfrentarmos esse inimigo invisível comum, que, lamentavelmente, tem tirado a vida de milhares de pessoas e gerado danos incalculáveis à economia. É hora de pacificar o país".
Bolsonaro já havia afirmado que a nomeação de Faria é parte de sua cota pessoal. A indicação do novo ministro, que tem bom trânsito com autoridades de outros Poderes, foi vista como uma tentativa do governo de distensionar relações com o Legislativo e o Judiciário.