Além de Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro, e sua esposa, uma das atuais assessoras do senador também foi alvo da operação desta quinta-feira, dia 18, Alessandra Esteve Marins ocupa um cargo comissionado no gabinete de Flávio e recebe um salário bruto de quase R$ 9 mil. Segundo o MPRJ (Ministério Público do Rio), Alessandra é ex-funcionária da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) e está lotada no gabinete do senador deste o início do seu mandato em 2019.
Em maio do ano passado, a Justiça quebrou o sigilo financeiro de Alessandra e outros quatro assessores. A relação entre os dois é antiga. Em 2008, ela foi nomeada para trabalhar junto com Flávio Bolsonaro, quando o então deputado era membro da Comissão de Defesa Civil da Casa. Alessandra permaneceu no cargo até fevereiro de 2011, quando foi exonerada a pedido.
Seu afastamento da Alerj naquele ano durou menos de um mês. Em março ela ganhou um cargo como assessora administrativa na Diretoria-Geral de Informática da Assembleia. A nova nomeação de Alessandra foi publicada na mesma ata da nomeação da filha de Queiroz, Nathália Melo de Queiroz.
Outro alvo é Matheus Azeredo Coutinho, que ainda trabalha na Alerj. Nomeado em 2018 pela mesa diretora da casa, ele trabalha no Departamento de Legislação de Pessoal, que é ligado a Diretoria de Recursos Humanos da Casa. Entre as funções dos comissionados do departamento está atualizar os cadastros dos parlamentares e dos servidores ativos, inativos e a legislação específica aplicável ao pessoal da Alerj. Matheus começou a atuar no departamento como estagiário ainda em 2017 e foi efetivao no ano seguinte. Seu salário é de R$ 983, 57.