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Trump ameaça usar militares para conter atos contra racismo nos EUA

Por Agência O Globo |
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Donald Trump faz uma conferência de imprensa na Casa Branca.
Donald Trump faz uma conferência de imprensa na Casa Branca.

Em seu primeiro pronunciamento ao público desde que começaram os protestos contra a morte de George Floyd por um policial, há sete dias, Donald Trump se autointitulou o "presidente da lei e da ordem" e anunciou que usará o Exército para conter as manifestações na capital do país. Trump ameaçou enviar militares aos estados caso os governadores não consigam controlar o que chamou de "criminosos", "anarquistas" e "terroristas internos".

— Os prefeitos e governadores devem estabelecer uma presença abrumadora das forças de segurança até que a violência tenha sido sufocada — disse Trump na Casa Branca, ao som de bombas de gás lacrimogêneo lançadas pela polícia para conter manifestantes que marchavam próximo à sede do governo. — Se uma cidade ou um estado se nega a tomar as medidas necessárias para defender a vida e e propriedade de seus residentes, então enviarei o Exército e resolverei rapidamente o problema para eles.

Não está clara a autoridade legal que Trump tem para levar adiante sua ameaça. De acordo com a emissora CNN, ele recorreria a uma lei de 1807, a Lei da Insurreição, que autoriza o presidente a usar militares dentro dos Estados Unidos para reprimir a ilegalidade, a insurreição e a rebelião.

Trump voltou a fazer ataques contra o que chamou de "extrema esquerda" e o movimento Antifa, uma coalizão frouxa de militantes antifascistas, que responsabilizou pelos saques, incêndios e atos de vandalismo ocorridos em geral à noite, depois dos atos pacíficos. Ele prometeu punir com rigor os que forem detidos durante as manifestações.

O presidente americano afirmou que está ao lado dos americanos, "devidamente enojado e revoltado com a morte de George Floyd". Mas repetiu várias vezes durante o pronunciamento que é o presidente da "lei e da ordem".

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