Na reunião ministerial de 22 de abril, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que o governo faz "o que quer" com a Caixa Econômica Federal e o BNDES. Já no Banco do Brasil, "a gente não consegue fazer nada" e "tem um liberal lá", o presidente Rubem Novaes.
"O Banco do Brasil não é tatu nem cobra. Porque ele não é privado, nem público. Então se for apertar o Rubem (Novaes, presidente do banco), coitado. Ele é super liberal, mas se apertar ele e falar: 'bota o juro baixo', ele: 'não posso, senão a turma, os privados, meus minoritários, me apertam'. Aí se falar assim: 'bota o juro alto', ele: 'não posso, porque senão o governo me aperta'. O Banco do Brasil é um caso pronto de privatização".
O presidente Jair Bolsonaro reage dando risadas.
"É um caso pronto e a gente não tá dando esse passo. Senhor já notou que o BNDE e o.... e o... e a Caixa que são nossos, públicos, a gente faz o que a gente quer. Banco do Brasil a gente não consegue fazer nada e tem um liberal lá. Então tem que vender essa porra logo".
Jair Bolsonaro diz então:
"Vamos dispensar o Rubem da próxima reunião aí, pô".
Rubem, então, diz que o povo vê o Banco do Brasil como um "porto seguro" e que estão em uma situação confortável. Paulo Guedes o interrompe:
- Mas só confessa o seu sonho.
- Hein?, replica Rubem.
- Confessa o sonho.
- Deixa para lá, confessa não - intervém Bolsonaro.
- Privati... em... em relação a privatização... - tenta prosseguir Rubem.
- Faz assim: só em vinte e três cê confessa, agora não - diz Bolsonaro.
Rubem Novaes propõe, então, que o assunto seja debatido com mais profundidade em um seminário.