Brasil

Vale perde 106 empregos em junho e acumula 358 no semestre, diz Caged

Por Xandu Alves@xandualves10 |
| Tempo de leitura: 2 min

A economia da RMVale perdeu 106 empregos em junho, segundo levantamento do Ministério da Economia, e cortou vagas no mercado de trabalho pelo segundo mês consecutivo. Em maio, a retração foi de 147 postos de trabalho. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira e são do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).

Este já é o quarto mês no primeiro semestre do ano com saldo negativo no emprego da região. O ano começou com -663 em janeiro, abriu 1.363 postos de trabalho em fevereiro (melhor resultado do ano), passou a -1.138 em março, voltou a gerar vagas em abril (1.049) e caiu em maio e junho, com -147 e -106.

Com isso, o saldo acumulado do primeiro semestre é de 358 empregos, metade do que era em fevereiro, com 700 postos de trabalho.

No ano passado, o mês de junho foi pior do que neste ano: -1.016 empregos perdidos no mês, mas o saldo acumulado dos seis primeiros meses de 2018 foi superior ao deste ano, com 1.958.

O Vale foi na contramão do país, que gerou 48.436 empregos formais em junho, o melhor resultado registrado para o mês desde 2014. No semestre, foram criadas 408.500 novas vagas.

Pesquisador do Nupes (Núcleo de Pesquisas Econômico-Sociais), órgão da Unitau (Universidade de Taubaté), o economista Edson Trajano vê impacto da política na crise econômica.

"Não há proposta, de fato, de recuperação das atividades econômicas. Está muito parecido com segundo mandato de Dilma [Rousseff], história de cortar orçamento. Essa política restritiva provoca mais cortes", avaliou.

"Para equilibrar contas públicas, corta-se despesa, e já se fala em aumento da carga tributária, o que provoca queda da economia e retração do PIB [Produto Interno Bruto]. Isso dificulta o crescimento e a atividade econômica. É uma política fiscal restritiva", afirmou Trajano.

SETORES.

Dois dos maiores empregadores da região, os setores da indústria e serviços foram os que mais cortaram vagas em junho, respectivamente com -393 e -179. Já comércio (238) e construção civil (106) criaram novas vagas.

No primeiro semestre, o comércio foi o setor que mais perdeu empregos no Vale, com -2.648, prejudicando o saldo do período. A área de serviços abriu 1.421 postos, a construção civil gerou 615 e a indústria contratou 360.

"O risco de perder emprego é alto, as pessoas tem dificuldade de fazer crédito, o que afetas as vendas. Se a indústria não vai bem, provoca instabilidade no comércio", disse Trajano..

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