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São José no topo das exportações

Por Da Redação |
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São José do futuro
São José do futuro

A Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte tem papel crucial na balança comercial brasileira. Segundo dados do Ministério da Economia, no primeiro semestre deste ano, a região foi responsável por 21% das exportações do Estado de São Paulo - maior exportador do país, com 24% das vendas de janeiro e junho. Em 2018, a região exportou US$ 11,7 bilhões (cerca de R$ 43,92 bilhões), recorde dos últimos 22 anos.

Neste primeiro semestre, os 23 municípios valeparaibanos que exportaram acumularam US$ 5,5 bilhões (R$ 20,5 bilhões) em vendas, de um total de US$ 26,2 bilhões (R$ 97,95 bilhões) do Estado São José dos Campos, Ilhabela, São Sebastião e Taubaté estão entre as dez cidades de destaque no Estado.

A campeã é a capital paulista, com US$ 2,90 bilhões (R$ 10,84 bilhões) exportados. Em seguida vem São José (US$ 1,78 bilhão), Ilhabela (US$ 1,53 bilhão), Santos (US$ 1,45 bilhão), São Bernardo do Campo (US$ 1,31 bilhão), Piracicaba (US$ 1,29 bilhão), Guarulhos (US$ 1,10 bilhão), São Sebastião (US$ 644,9 milhões), Sorocaba (US$ 582,2 milhões) e Taubaté (US$ 581,5 milhões).

No ranking das 100 cidades com maior volume de exportações, aparecem outras quatro da região: Jacareí (13º lugar/ US$ 414,4 milhões), Pindamonhangaba (23º/ US$ 248,5 milhões), Guaratinguetá (36º/ US$ 128 milhões), Cruzeiro (64º/ US$ 66,6 milhões), Caçapava (81º/ US$ 48,2 milhões) e Lorena (98º/ US$ 37,8 milhões).

Estima-se que só em São José, haja 30 mil empresas. Destas, cerca de 300 foram responsáveis pelas operações de exportação na região. Por outro lado, a ausência das pequenas e médias empresas no comércio internacional mostra que há grande oportunidade para as companhias conquistarem novos mercados, mas isso também requer uma reflexão sobre as razões dessa baixa presença. Para José Eduardo Leal Rebouças, ex-auditor da Receita Federal, há algumas razões para isso.

“Entre os motivos que afastam as PMEs do comércio internacional destaco falta de conhecimento dos procedimentos administrativos e aduaneiros, falta de compreensão dos benefícios fiscais e desconhecimento dos mecanismos de financiamento relacionados a exportação, além dos elevados custos logísticos”, disse ele, que esteve no 1º Encontro de Exportadores e Importadores do Vale Paraíba Competitivo, que aconteceu no início do mês, em São José.

A RMVale se destaca com 27 empresas entre as 1.000 que mais exportam no país. Entre elas estão Revap (Refinaria Henrique Lage), Embraer e General Motors, de São José; Repsol Sinopec Brasil, Shell Brasil Petróleo, de Ilhabela; Volkswagen, de Taubaté, e Petrobras, de São Sebastião. No total, mais de 24 mil empresas exportaram neste ano no Brasil.

CENÁRIO

Segundo especialistas, o acordo de livre comércio fechado entre o Mercosul e a União Européia, no último dia 28 de junho, chegou para mudar o cenário e estimular as pequenas e médias empresas a realizarem negócios internacionais.

Para São José, essa aliança é um salto muito grande uma vez que a cidade exporta 40% do que produz e tem uma extensão territorial de 1.100 quilômetros quadrados com fácil acesso aos principais portos do país e um aeroporto que é alfandegado (como são chamadas as áreas demarcadas pela autoridade aduaneira competente a fim de que nelas possam ocorrer, sob controle aduaneiro pela Receita Federal, movimentação, armazenagem e despacho aduaneiro de mercadorias procedentes do exterior, ou a ele destinadas).

Otimista, o presidente da ACI (Associação Comercial Industrial), Humberto Dutra, vê a movimentação como uma oportunidade de alavancar ainda mais as exportações. “A ACI entende que o acordo comercial entre União Europeia e Mercosul, além de ser um divisor de águas no comércio exterior brasileiro trará inúmeras oportunidades para a participação das empresas do Vale do Paraíba exportarem para 28 países que compõem o bloco europeu”, disse.

Para Fernando de Almeida Tozzi, ex-auditor da Receita Federal, também palestrante do evento, a ACI tem  papel fundamental na busca por um ambiente de negócios propício às empresas do Vale do Paraíba. “O apoio da associação é fundamental na disseminação da cultura exportadora do Vale visto a localização privilegiada em termos de logística de transporte de cargas, com destaque para ótima infraestrutura da sua malha rodoviária, a proximidade dos principais portos e aeroportos do país e um ramo ferroviário em conexão com vários Estados brasileiros”.

A coordenadora de planejamento e operações, Amanda Roberta de Oliveira Gonçalves, da empresa Altave, de São José, pondera: agora é um momento de análise. “Conhecendo mais sobre os benefícios fiscais, regimes especiais de importação e exportação, a empresa tem chances de aumentar a sua competitividade”, afirmou. “Essas mudanças também trazem desenvolvimento econômico para cidade.

Além do incentivo às pequenas e médias empresas, que podem possuir processos menores comparados às grandes empresas, mas que movimentam e aquecem a economia do Vale da mesma forma”, concluiu.

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