Economia

Carreiras em serviços e comércio perdem mais empregos, diz Caged

Por Xandu Alves@xandualves10 |
| Tempo de leitura: 1 min
Comércio. Vale terá 1.700 vagas
Comércio. Vale terá 1.700 vagas

Depois de ceifar a indústria, a crise econômica atingiu em cheio os dois setores que mais geram empregos nas cidades do Vale do Paraíba: serviços e comércio.

Entre as 10 carreiras que mais demitiram em 2019, de janeiro a maio, seis são da área de serviços, três de comércio e uma da indústria.

Vendedor de comércio varejista e operador de caixa lideram a lista das demissões no Vale, que também conta com almoxarife, atendente de lanchonete e operador de telemarketing, do segmento de serviços.

O levantamento foi feito por OVALE com dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério da Economia.

De acordo com os dados do governo, a economia do Vale possibilitou a contratação de 80.695 trabalhadores nos cinco primeiros meses do ano.

No entanto, as demissões foram superiores: 81.031, provocando um saldo negativo de 336 empregos entre janeiro e maio.

No ano passado, no mesmo período, as admissões chegaram a 81.097 e os desligamentos, a 78.424, com saldo positivo de 2.673 empregos.

O setor industrial lidera a lista das carreiras que mais contrataram, com alimentador de linha de produção, que registrou saldo de 648 vagas na região nos cinco primeiros meses do ano. Nesse mesmo período, mas em 2018, a ocupação tinha saldo de 1.235.

'Grande parte da renda no Vale está ligada à indústria', declara economista

Por ser industrializada, a RMVale sente maior impacto da crise na indústria, gerando efeito cascata em serviços e comércio. "Quando a atividade industrial vai bem no Vale, os outros setores são puxados para cima, a médio e longo prazos. Mas o contrário ocorre, porque grande parte da renda está ligada à indústria", disse o economista Edson Trajano.

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