A procuradora-geral da República saiu em defesa do coordenador da força-tarefa Lava Jato em Curitiba nesta sexta-feira. Em nota de esclarecimento, Raquel Dodge negou ter convocado ou participado de uma reunião de emergência para discutir a situação de Deltan Dallagnol.
O procurador da República na 1.ª instância foi alvo de críticas de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) após reportagem da Folha de S. Paulo, em parceria com o Intercept Brasil, indicar que Dallagnol teria agido nos bastidores para investigar o então presidente da Suprema Corte Dias Toffoli.
Por meio de nota, Raquel Dodge indica que defenderá a manutenção de Dallagnol como procurador-chefe da Operação Lava Jato no MPF (Ministério Público Federal) em Curitiba.
Raquel Dodge afirma que "o princípio constitucional da inamovibilidade é garantia pessoal do procurador Deltan Dallagnol de não ser afastado dos processos da Lava Jato, dos quais é promotor natural, na condição de titular do ofício onde tramitam os processos", diz a nota.
Após reportagem da Folha de S. Paulo indicar que Dallagnol teria agido para investigar não-oficialmente ministros do Supremo e seus familiares, ao menos dois integrantes do STF solicitaram à PF (Polícia Federal) cópias das conversas que dão base às reportagens do The Intercept Brasil e veículos de comunicação parceiros.
Ainda segundo a Folha, ministros como Luiz Fux e Alexandre de Moraes trabalham para afastar Deltan Dallagnol da condução das investigações da Lava Jato na 1.ª instância..