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Mestre da "arte do bullying", Léo Lins se apresenta em São José após sequencia de shows cancelados por políticos

Por Thais Perez@_thaisperez |
| Tempo de leitura: 2 min
Léo Lins
Léo Lins

Depois de ter 20 shows cancelados em cidades por onde se apresentaria, o comediante Léo Lins traz seu show "Bullying Arte" para São José dos Campos neste fim de semana, neste domingo, no Teatro Colinas.

Dono de um humor ácido, o comediante comemorou sua "censura" com balões, bolo e brigadeiro -- para ele, nada melhor do que ser odiado por políticos.

"Me considero um bobo da corte faço piadas sobre tudo, inclusive o rei! Já sofri processos, ameaças de morte, fui agredido pelas costas, mas até agora estou sobrevivendo", afirma Léo Lins em entrevista a OVALE.

Sem medo de ofender, Lins costuma produzir vídeos sobre as cidades que visita, utilizando histórias, estereótipos e notícias que os próprios moradores lhe enviam.

Lins foi impedido de fazer shows em João Pessoa, Jacareí, Ouro Preto e outras cidades. De acordo com ele, seus cancelamentos foram causados pelas críticas às cidades que fez em vídeos.

"Meu objetivo é fazer as pessoas sorrirem. Fico feliz e satisfeito quando, além de entreter, consigo ajudar a população chamando atenção para problemas que necessitam soluções. Já houve casos em que asfaltaram ruas esburacadas após minhas piadas", conta o humorista.

Acusado de utilizar piadas e estereótipos preconceituosas para falar das cidades que visita, Léo Lins afirma que o humor não precisa ter limites -- muito menos o seu.

"Não considero meu show preconceituoso, pois as pessoas riem do que falo, afinal, são piadas. Preconceito não é engraçado. Se a plateia tiver a menor percepção de que estou sendo preconceituoso, não vão rir", disse ele.

Em seu vídeo sobre São José, Léo Lins falou sobre capivaras, criticou a obra do Arco da Inovação e ironizou as "selfies" do prefeito Felicio Ramuth (PSDB).

CQC.

Léo Lins é ex-integrante do programa humorístico CQC (Custe o Que Custar), que foi ao ar na TV Band até 2015.

O então deputado Jair Bolsonaro (PSL) teve grande espaço no programa com suas declarações polêmicas. Para Lins, o CQC não ajudou ele a se eleger como presidente do Brasil. "O CQC deu palco a Bolsonaro não para elegê-lo e sim para queimá-lo. Foi como pendurar um espantalho no poste para ser linchado", afirma.

Lins acredita que, se o CQC estivesse no ar ainda hoje, sua linha editorial "penderia para um dos lados".

"Foi um programa realmente questionador em suas primeiras temporadas. Nas últimas passou a ter um viés político, não é a toa que perdeu público, audiência e acabou".

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